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Estudantes da UFRJ vencem prêmio de inovação na maior competição de engenharia dos BRICS

Publicado em: 03/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Uma equipe de estudantes da Escola Politécnica da UFRJ levou o Brasil ao destaque na maior competição internacional de engenharia dos BRICS. Em Moscou, na Rússia, os alunos conquistaram o prêmio The Best Breakthrough Solution 2026 ao apresentar uma proposta inovadora para suprir a crescente demanda energética de futuros datacenters de inteligência artificial por meio de tecnologia nuclear sustentável.

A conquista ocorreu durante o CASE-IN 2026, realizado entre os dias 18 e 22 de maio. A equipe vencedora foi formada por Vinicius Costa Silva, João Pedro Gualti Scalabrini, Jeniffer Medeiros dos Santos e Victor Pereira da Silva dos Santos. Ao longo da competição, os estudantes enfrentaram sucessivas etapas eliminatórias até chegarem à final.

Na última fase, o grupo apresentou um projeto sobre o gerenciamento do ciclo de vida de um empreendimento nuclear voltado para datacenters hyperscale de inteligência artificial. Com o tema energia como eixo central, a competição desafiou os participantes a desenvolver soluções economicamente viáveis, sustentáveis e capazes de fortalecer a cooperação entre os países do bloco.

A proposta da equipe da Politécnica prevê o desenvolvimento de uma usina nuclear com reprocessamento de urânio e cogeração de água para atender à crescente demanda energética de futuros datacenters hyperscale de IA. O projeto busca aliar eficiência, sustentabilidade e viabilidade econômica para enfrentar os desafios do setor energético.

Eleita por votação dos próprios participantes, a iniciativa recebeu o prêmio de solução mais inovadora da competição. Na classificação geral, o Brasil terminou em quarto lugar entre as onze equipes participantes. África do Sul, Egito e Índia ocuparam as três primeiras posições, respectivamente.

Para o capitão da equipe, a conquista teve um significado especial diante da experiência dos concorrentes. “Todos os países que estavam competindo tinham muitos anos de experiência na área de engenharia. O Brasil era o único país sem experiência. Éramos uma equipe formada integralmente por pessoas ainda em formação”, afirma o estudante Vinicius Costa Silva.

Em sua terceira edição, o CASE-IN reúne jovens profissionais e estudantes em fase de conclusão de curso para desenvolver soluções inovadoras baseadas em tecnologias emergentes. Anualmente, equipes de diferentes países dos BRICS são desafiadas a criar projetos com foco na integração e na colaboração entre as nações do bloco.

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Professor da Politécnica-UFRJ é eleito para a Academia Europaea e torna-se único representante da América Latina na área de Engenharia

Publicado em: 03/06/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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O professor Renato M. Cotta, do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica da UFRJ, foi eleito membro da Academia Europaea, uma das mais prestigiadas instituições científicas do mundo. Entre os 5.953 integrantes da Academia, apenas dois são brasileiros: o professor Takeshi Kodama, ex-UFRJ e atualmente na UFF, eleito em 2012 para a Seção de Physics, e agora Renato Cotta, eleito em 2026 para a Seção de Engineering. Com a eleição, o docente da UFRJ torna-se o único representante do Brasil e da América Latina na área de Engenharia da instituição.

Fundada em 1988, a Academia Europaea reúne pesquisadores de destaque de diferentes países e áreas do conhecimento com o objetivo de promover a excelência acadêmica e a colaboração interdisciplinar em toda a Europa. A instituição atua no fortalecimento da pesquisa e da educação de alto nível, no estímulo ao diálogo entre diferentes campos do saber e na promoção da cooperação científica internacional. Atualmente, conta com 5.953 membros, dos quais 556 pertencem à categoria de estrangeiros. Entre seus integrantes estão 92 laureados com o Prêmio Nobel até 2025, incluindo nomes como James Watson, co-descobridor da estrutura do DNA, e Carlo Rubbia, reconhecido pela descoberta dos bósons W e Z no CERN.

A filiação à Academia Europaea ocorre exclusivamente por eleição. Os pesquisadores precisam ser indicados por membros já eleitos e passam por um rigoroso processo de avaliação por pares internacionais. Os critérios considerados incluem excelência científica, impacto internacional da produção acadêmica, liderança intelectual e contribuições relevantes para o avanço do conhecimento. Na Seção de Engineering, da qual Renato Cotta passou a fazer parte este ano, são 86 membros ao todo, sendo 26 estrangeiros e 60 atuantes na Europa.

“Ao longo dos anos mantive estreita colaboração com pesquisadores de diferentes Universidades e Institutos Europeus e ter hoje esse reconhecimento é de certa forma uma retribuição ao esforço de uma intensa cooperação científica internacional. Espero que a oportunidade me abra novas avenidas para ajudar na aproximação de grupos de pesquisa no Brasil, em particular pesquisadores mais jovens, com colaboradores de renome e impacto na Europa.”, celebra Renato Cotta.

Renato M. Cotta formou-se engenheiro mecânico com ênfase nuclear pela Escola de Engenharia da UFRJ em 1981. Em seguida, realizou doutorado na North Carolina State University, nos Estados Unidos, em Engenharia Mecânica-Aeroespacial, com minors em Engenharia Nuclear e Matemática, concluído em 1985. Iniciou sua carreira acadêmica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e retornou à UFRJ em 1987 para atuar no Programa de Engenharia Mecânica da COPPE. Em 1989, tornou-se professor adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica da Escola Politécnica e, em 1997, foi aprovado para o cargo de professor titular da unidade. Desde 2019, está cedido à AMAZUL Tecnologias de Defesa, onde atua como consultor técnico do Diretor-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha.

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Professor Sergio Hampshire da Escola Politécnica é homenageado pelo Confea

Publicado em: 29/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Cinco décadas dedicadas à Engenharia Civil e à formação de gerações de profissionais renderam ao professor da Escola Politécnica da UFRJ, Sergio Hampshire de Carvalho Santos, a Medalha do Mérito do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea). A honraria foi entregue no dia 7 de maio, durante a Sessão Plenária 1.629 do CREA-RJ, em reconhecimento à contribuição do docente para a engenharia brasileira.

Formado em Engenharia Civil pela UFRJ em 1975, Sergio Hampshire iniciou sua trajetória como professor da Escola Politécnica em 1997. Ao longo da carreira, dedicou-se a grandes projetos de engenharia e energia no país, atuando na equipe responsável pelo projeto estrutural das usinas nucleares de Angra 2 e Angra 3, bem como do reator nuclear de pesquisa da Marinha do Brasil. Além disso, ele esteve à frente da coordenação de engenharia das usinas termoelétricas de Três Lagoas e do Norte Fluminense.

Também teve atuação de destaque na Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), onde coordenou atividades relacionadas à norma de Projeto Sísmico de Estruturas. Autor de mais de 150 artigos científicos, recebeu o Prêmio Oscar Niemeyer, concedido pelo CREA-RJ, e o Prêmio Emílio Baumgart, do Instituto Brasileiro do Concreto (Ibracon).

Para Sergio Hampshire, a homenagem simboliza o reconhecimento de um trabalho construído coletivamente ao longo de décadas. “Fui representando uma brilhante, vibrante e renovada comunidade de professores e alunos da Escola Politécnica”, afirmou o professor.

Criada em 1958, a Medalha do Mérito é a maior honraria do Sistema Confea/Crea e Mútua, que homenageia, anualmente, profissionais que deixaram legado de destaque nas áreas de Engenharia, Agronomia e Geociências.

Foto: Primeiro vice-presidente no exercício da presidência, Luiz Carneiro, entrega a medalha do mérito a Sergio Hampshire / CREA-RJ

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Parceria entre Escola Politécnica e Prefeitura de Três Rios fortalece planejamento do saneamento básico no município fluminense

Publicado em: 25/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Em parceria com a Escola Politécnica da UFRJ, a Prefeitura de Três Rios, por meio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaetri), realizou no dia 14 de maio, a primeira audiência pública voltada à revisão do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB-3Rios) e do Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS-3Rios), instrumentos estratégicos para a ampliação e o fortalecimento das políticas públicas de saneamento no município.

Na audiência, voltada para a etapa de Diagnóstico, os participantes integraram debates e responderam a questionários sobre a realidade do saneamento em suas regiões, consolidando uma importante fase de escuta da comunidade. A proposta é garantir a universalização do acesso aos serviços de saneamento básico por meio de metas construídas de forma participativa, considerando as necessidades e demandas da população. A iniciativa é estruturada em quatro eixos principais: abastecimento público, esgotamento sanitário, drenagem urbana e resíduos sólidos.

O diagnóstico apresentado é fruto de um trabalho técnico detalhado, iniciado pela equipe do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ (DRHIMA/UFRJ) em agosto do ano passado, que incluiu visitas de campo, levantamento de dados secundários e reuniões com órgãos responsáveis.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Osvaldo Rezende, o objetivo é cruzar as informações técnicas com a vivência dos moradores. “A partir disso, nós vamos internalizar todos os apontamentos que foram feitos durante a reunião que possam alterar de alguma forma o diagnóstico que a gente fez”, explicou.

Além dele, o projeto também conta com a participação dos professores lene Figueiredo, Matheus Martins, Monica Pertel e Renan Finamore, todos do DRHIMA/UFRJ; Marcelo Miguez, do Departamento de Engenharia de Transporte (DET); Virgílio Noronha, do Departamento de Construção Civil (DCC); além da cooperação do professor Felipe Sombra da Escola de Química/UFRJ e os professores Rodrigo Rinaldi e Aline Veról, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo/UFRJ.

Com a conclusão desta fase de Diagnóstico e a incorporação das sugestões populares, o plano seguirá para as etapas de Prognóstico, que define a visão de futuro para a cidade, e, finalmente, para o plano das ações que deverão ser executadas nos próximos 20 anos.

O cronograma das próximas etapas e futuras audiências será divulgado no perfil do Instagram do DRHIMA: @drhimaufrj e no site oficial do plano: www.planosaneamentotresrios.com.br.

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Virginia Tech recebe professores da Politécnica-UFRJ para programa sobre inteligência artificial generativa

Publicado em: 25/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Os professores Monica Pertel e Jorge Prodanoff, da Escola Politécnica da UFRJ, participaram entre os dias 19 e 22 de maio de uma programação internacional voltada ao uso da Inteligência Artificial Generativa na educação em Engenharia, realizada na Virginia Tech, nos Estados Unidos. A iniciativa integra ações do Programa de Internacionalização da UFRJ (PIM-UFRJ) e conta com financiamento do Programa Fulbright.

Na universidade americana, os docentes participaram do workshop “AI in Engineering Education – Advanced Workshop II”, promovido pelo Departamento de Educação em Engenharia da Virginia Tech. A programação reuniu especialistas e pesquisadores para discutir o impacto da IA Generativa no ensino superior, abordando temas como reformulação de currículos, adaptação de conteúdos, novas metodologias pedagógicas, avaliação acadêmica na era da inteligência artificial e aplicações da tecnologia na resolução de problemas de engenharia. O curso também incluiu atividades práticas voltadas à integração da IA em planos de ensino e processos de aprendizagem.

Além da programação acadêmica na Virginia Tech, a delegação brasileira também participou de visita oficial à Florida Polytechnic University, onde foram realizados encontros institucionais, apresentações técnicas e debates sobre governança de inteligência artificial, gestão da água e inovação tecnológica. A agenda incluiu ainda interação com pesquisadores, especialistas Fulbright e representantes do setor produtivo norte-americano.

A participação dos professores está inserida no contexto do “Programa Brasil – Estados Unidos de Modernização da Educação Superior na Graduação (PMG-EUA)”, iniciativa viabilizada pelo edital CAPES-Fulbright. O curso de Engenharia Ambiental da Politécnica-UFRJ é um dos oito projetos aprovados nacionalmente no programa, que prevê cooperação acadêmica com instituições de excelência dos Estados Unidos.

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Alunos da Escola Politécnica representarão o Brasil na maior competição de foguetes do mundo, no Texas

Publicado em: 25/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A equipe Minerva Rockets, vinculada à Escola Politécnica da UFRJ, participará, entre os dias 15 e 20 de junho, da IREC (International Rocket Engineering Competition), considerada a maior competição universitária de foguetes do mundo. Além da UFRJ, outras instituições brasileiras como a USP e a UFABC também estarão presentes na disputa internacional, que será realizada no Texas, nos Estados Unidos.

Na competição, a equipe disputará principalmente a categoria de três quilômetros de apogeu com o foguete Hemera, um veículo de três metros de altura e 40 kg, inteiramente fabricado pelos próprios alunos. O projeto envolve desde a fabricação da fuselagem até os sistemas eletrônicos embarcados, propulsão, recuperação e produção dos paraquedas. O foguete também transportará um experimento eletrônico que será utilizado no próximo projeto da equipe.

Durante a competição, os projetos serão avaliados em critérios como precisão da altura alcançada, recuperação sem danos do veículo, projeto e design do foguete, robustez da fabricação, simulações e inovações tecnológicas.

Para o aluno de Engenharia Mecânica e capitão da equipe, Laurent Janod, a participação na competição representa a superação de um período desafiador vivido pelo grupo. “Nossa equipe passou por um momento extremamente difícil e desafiador. Tivemos que nos reestruturar, nos reerguer e praticamente reconstruir tudo do zero. Participar dessa competição com um projeto tão especial, dentro de um prazo quase irreal, é algo muito gratificante. Esperamos conquistar uma boa classificação, mas, acima de tudo, esperamos que saiamos dessa experiência com a certeza de que fizemos o melhor possível. E isso, por si só, já é motivo de muito orgulho.”

Fundada em 2016, a Minerva Rockets desenvolve pesquisas e projetos de foguetes subsônicos de sondagem atmosférica voltados ao transporte de experimentos embarcados e instrumentos de suporte. Aberta a estudantes de todos os cursos da UFRJ, a equipe busca atuar de forma integrada à Universidade na formação de profissionais de alto nível, empreendedores e inovadores, contribuindo para o desenvolvimento tecnológico do país. Atualmente, a equipe conta com 56 alunos, embora a delegação que seguirá para o Texas seja formada por 15 estudantes. A Minerva Rockets é orientada pelos professores Fábio Krykhtine e Cláudio Miceli.

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Seminário da Escola Politécnica e da Coppe/UFRJ debateu reciclagem, saneamento e desafios da sustentabilidade

Publicado em: 25/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Escola Politécnica da UFRJ, em parceria com a COPPE/UFRJ, recebeu pesquisadores, professores e estudantes no seminário “Saneamento, Reciclagem e Biodiversidade: Desafios da Sustentabilidade”. O encontro, realizado no Auditório Alberto Luiz Coimbra, no Centro de Tecnologia, no último dia 19 de maio, promoveu debates sobre temas centrais para o desenvolvimento sustentável do país, como saneamento básico, gestão de resíduos e preservação da biodiversidade.

A mesa de abertura contou com a presença da diretora da COPPE/UFRJ, Suzana Kahn Ribeiro; do vice-diretor da Escola Politécnica, Marcelo Miguez; da diretora de Relações Internacionais do Grupo Águas do Brasil, Marilene Ramos; e do deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc.

O vice-diretor da Escola Politécnica, Marcelo Miguez, ressaltou a importância da atuação conjunta entre a Politécnica e a Coppe na promoção de debates sobre temas urgentes para a sociedade. “A temática que temos hoje é fundamental. Não tem como pensarmos em sustentabilidade sem termos o saneamento básico funcionando. É impossível imaginarmos a qualidade de vida sem água de qualidade e esgotamento sanitário”, afirmou.

Suzana Kahn Ribeiro também destacou o compromisso das duas instituições com a produção de conhecimento voltado aos desafios contemporâneos. “Uma das missões da COPPE e da Poli é discutir questões que representam desafios para a nossa sociedade. Temos a responsabilidade de ampliar as fronteiras do conhecimento e promover reflexões”, declarou.

Representando o Grupo Águas do Brasil, Marilene Ramos abordou os avanços e os desafios do saneamento no estado do Rio de Janeiro. Ela destacou os impactos positivos da ampliação do acesso aos serviços de saneamento para a saúde pública, além da importância dos investimentos e da modernização da infraestrutura para reduzir desigualdades sociais e ambientais. “Saneamento é principalmente operação. Se você não operar corretamente aquilo que foi construído, não vai funcionar”, disse.

Já o deputado estadual e ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, discutiu a evolução da legislação ambiental brasileira e os desafios da gestão de resíduos sólidos no país. Minc relembrou políticas públicas implementadas ao longo das últimas décadas, apontando avanços na conscientização ambiental, mas também alertando para a necessidade de fortalecer ações de reciclagem, preservação da biodiversidade e combate aos impactos das mudanças climáticas.

Ao longo do seminário, os participantes refletiram sobre os caminhos para a construção de políticas públicas mais eficientes e sustentáveis. As discussões reforçaram a importância da integração entre universidades, poder público e iniciativa privada para enfrentar desafios históricos e ampliar o acesso da população a serviços essenciais, promovendo desenvolvimento sustentável e melhor qualidade de vida.

O seminário completo está disponível no canal da Coppe no YouTube: assista ao vídeo completo.

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Professores da Politécnica participam de expedição internacional sobre mudanças climáticas

Publicado em: 19/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Em Sebastopol, na Crimeia, os professores da Escola Politécnica, Fábio Krykhtine e Osvaldo Rezende, participaram de uma missão internacional voltada ao estudo dos impactos das mudanças climáticas em regiões costeiras vulneráveis. Os docentes integraram a terceira expedição do projeto BRICS VULNECOAST, iniciativa que reúne pesquisadores de diferentes países para desenvolver soluções de monitoramento e gestão ambiental.

Durante a missão, os professores trabalharam no desenvolvimento de um software capaz de analisar os efeitos das mudanças climáticas sobre ecossistemas costeiros, utilizando a Lógica Fuzzy como base para apoiar processos de tomada de decisão. Eles também se tornaram os primeiros pesquisadores brasileiros a visitarem o Instituto de Biologia dos Mares do Sul da Academia Russa de Ciências (IBSS), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa em vida marinha do mundo.

A viagem a Sebastopol, realizada entre os dias 27 de abril e 7 de maio, integrou uma das três missões de reconhecimento previstas pelo projeto VULNECOAST, vinculado ao 6º Programa-Quadro de Ciência, Tecnologia e Inovação dos BRICS, com apoio do CNPq pelo Brasil. Ao lado de pesquisadores do IBSS, os professores participaram de inspeções em áreas costeiras estratégicas, como a costa sul da Crimeia e o litoral do Mar Negro, no Cáucaso. As visitas tiveram como objetivo mapear características ambientais, incluindo relevo, uso do território e processos naturais em curso nessas regiões.

Além das atividades de campo, os pesquisadores participaram de reuniões institucionais com diretores e cientistas do IBSS para discutir futuras cooperações acadêmicas, incluindo a realização de conferências científicas conjuntas. A programação também incluiu visitas aos modernos laboratórios do instituto, ao Centro de Uso Coletivo “Filogenômica e Transcriptômica” e à coleção de hidrobiontes do Oceano Mundial.

Fundado em 1871, o IBSS possui uma ampla infraestrutura de pesquisa, com frota de embarcações, equipamentos avançados de análise laboratorial, estação meteorológica e o maior acervo de peixes e micro-organismos da Rússia, sendo uma referência nos estudos da vida marinha do Mar Negro.

Segundo o professor Osvaldo Rezende, a experiência proporcionou um importante intercâmbio científico e cultural. “A oportunidade de enfrentar desafios comuns em territórios distintos é extremamente enriquecedora. Um sentimento gratificante é o reconhecimento de que a ciência não deve se limitar a fronteiras políticas, devendo ser livre e acessível a todos, para que os seus resultados possam contribuir para a construção de um futuro melhor”, destacou.

A participação dos professores no projeto teve início em 2024, quando foram contemplados no edital BRICS STI, com o projeto coordenado pelo professor Fábio Krykhtine. Na primeira etapa da expedição, receberam na UFRJ equipes do IBSS e da Durban University of Technology (DUT), da África do Sul. No ano passado, realizaram uma visita técnica à DUT, onde conduziram levantamentos na costa oeste sul-africana. Agora, os pesquisadores se preparam para retornar a Sebastopol, entre agosto e setembro deste ano, para participar de duas conferências internacionais.

“Nossa missão em Sebastopol foi especial em diversos aspectos por abrir importante canal de diálogo com especialistas, gerar conexões científicas de alto desempenho e projetar estratégias de integração futuras. Além do IBSS, nós também fizemos uma visita técnica ao Instituto de Oceanografia Shirshov em Moscou, que conta com frota de seis navios de pesquisa e dois submarinos com o qual a UFRJ assinará acordo de cooperação.”, avaliou o professor Fábio Krykhtine.

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Liga de Investimentos da UFRJ é uma das melhores do país em desafio promovido pelo Bradesco BBI

Publicado em: 12/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Liga de Investimentos da UFRJ conquistou o terceiro lugar no Bradesco BBI Challenge, competição nacional de Equity Research promovida pelo Bradesco BBI. O resultado colocou a instituição entre as três melhores do país em uma disputa que reuniu 14 ligas de mercado financeiro de diferentes universidades brasileiras. A classificação final ficou com a Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP) em primeiro lugar, a Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária da Universidade de São Paulo (FEA-USP) em segundo e a UFRJ em terceiro.

A equipe da UFRJ foi formada por Ricardo Brandino, Bernardo Jansen e Bernardo Haimenis, de Engenharia de Produção; João Pedro Gomes, de Engenharia Elétrica, todos da Escola Politécnica da UFRJ; e Eduardo Jubé, de Ciências Contábeis. O grupo analisou a Suzano, maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, desenvolvendo uma tese de investimento com modelos financeiros, projeções, análise de riscos e recomendação final apresentada a uma banca de profissionais do mercado.

A entrega do desafio foi feita por meio de um relatório e de uma apresentação. A competição foi realizada inteiramente de forma online. Os três melhores grupos foram convidados para apresentar a pesquisa a banqueiros do Bradesco BBI e da Bradesco Asset. Além do reconhecimento na competição, todos os finalistas foram convidados para estagiar no banco durante o período de férias.

Ricardo Brandino destacou o impacto da experiência durante a competição. “Participar deste desafio foi muito importante, trazendo grande aprendizado desde a construção da tese de investimento até a apresentação final para a banca do Bradesco. Agradeço à Liga de Investimentos e à UFRJ pela oportunidade e por todo o suporte durante essa jornada.”

Já Eduardo Jubé ressaltou o caráter prático e profissionalizante da competição. “O desafio é um dos únicos momentos fora do mercado de trabalho em que conseguimos colocar em prática o que aprendemos na liga. Isso, somado à exposição e ao reconhecimento por profissionais experientes da área durante a apresentação final, faz com que ele tenha valor não só acadêmico, mas também profissionalizante.”

A Liga de Investimentos da UFRJ é a primeira organização da universidade voltada à conexão entre estudantes e o mercado financeiro. Com mais de 11 anos de história, a Liga de Investimentos da UFRJ atua como uma verdadeira instituição de aprendizado, cobrindo desde análise de investimentos até fusões e aquisições, preparando seus membros para atuar com excelência no mercado financeiro.

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Escola Politécnica forma 144 engenheiros

Publicado em: 01/05/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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Entre os dias 16 e 29 de abril, a Escola Politécnica realizou a formatura de 144 novos engenheiros. Em quatro cerimônias de colação de grau, os recém-formados celebraram um importante marco em suas trajetórias acadêmicas.

Entre os 144 formandos do período 2026.1 estavam: 10 engenheiros de Computação e Informação, 13 engenheiros Eletricistas, 13 engenheiros Eletrônicos e de Computação e quatro engenheiros de Controle e Automação, na cerimônia do dia 16 de abril; 25 engenheiros de Produção, um engenheiro de Petróleo e 15 Engenheiros Navais e Oceânicos, na cerimônia do dia 27 de abril; 18 engenheiros Mecânicos, três engenheiros Nucleares, cinco engenheiros Metalúrgicos e quatro engenheiros de Materiais, na cerimônia do dia 28 de abril; 22 engenheiros Civis e 11 engenheiros Ambientais, na cerimônia do dia 29 de abril.