Na crista da onda: Alberto Luiz Coimbra revolucionou o ensino de engenharia do Brasil

Publicado em: 04/12/2018 Escola Politécnica da UFRJ
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Todos os dias, no ano de 1963, o engenheiro Alberto Luiz Coimbra chegava cedo à recém-inaugurada Coppe-UFRJ para contemplar a cena que havia concebido: jovens brasileiros entrando numa universidade brasileira para receber aulas de pós-graduação em engenharia. Até que o professor Coimbra empreendesse desmesurados esforços para pôr a Coppe-UFRJ de pé, não havia curso do tipo em lugar algum da América Latina, lembra Anna Bárbara Coimbra, neta do engenheiro. “Ele tinha um projeto tecnológico para o país, com o professor em primeiro lugar”, comenta.

No último dia 14, a Coppe-UFRJ, que hoje leva o nome do professor Coimbra, promoveu uma cerimônia e inaugurou um busto em homenagem a seu fundador, que morreu no dia 16 de maio. Segundo Anna Bárbara, Coimbra falava da UFRJ com grande carinho. Quando era bem pequena e ninguém ainda a havia atormentado com perguntas relacionadas à carreira, o avô lhe questionou se não pensava em cursar engenharia na UFRJ. Parece tê-la convencido: depois de flertar com as humanidades, Anna Bárbara escolheu engenharia mecânica na Poli-UFRJ, curso do qual ainda é aluna. “Ele me influenciou”, confessa. “Admiro muito a mente aberta e jovem que ele tinha”.

Coimbra nasceu em 1923, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Após concluir o equivalente ao atual ensino médio, foi para os Estados Unidos estudar inglês, aos 17 anos. Quando voltou ao Brasil, foi um dos 13 aprovados para o curso de química industrial na UFRJ, durante o qual apaixonou-se pela matemática. Isso o conduziu à graduação em engenharia química. Depois disso, Coimbra foi para a Universidade de Vanderbilt, nos Estados Unidos, com uma bolsa de mestrado, aos 24 anos.Em 1953, quatro anos depois de voltar ao Brasil e de ter dado aulas em graduação de Engenharia Industrial em São Paulo, o professor Coimbra retornou à sua alma mater, a UFRJ, onde lecionou no Instituto de Química.

Após passar também pela PUC-Rio, pelo curso de refinação de petróleo da Petrobras e pela consultoria, teve a ideia de criar um curso de pós-graduação brasileiro em engenharia química. Em 1960, a convite de Frank Tiller, seu professor em Vanderbilt, professor Coimbra viajou por várias universidades americanas. Na ocasião, ele já idealizava criar o que se tornaria a Coppe-UFRJ — cuja semente foi o Programa de Engenharia Química, criado em 1963.

Segundo a amiga e admiradora Juliana Braga Loureiro, professora e diretora adjunta de Ensino e Cultura da Poli-UFRJ, o professor Coimbra tinha o “espírito de fazer muito com pouca infraestrutura”. Defendia a integração entre a graduação e a pós-graduação, o contrato de exclusividade entre o professor e a universidade pública e a combinação da docência com a pesquisa, praxes da academia brasileira que professor Coimbra logrou implementar em larga escala — e antes de todo mundo.“

De uma maneira geral, sua maior preocupação era entregarmos nossas riquezas para os países desenvolvidos”, comenta Juliana. “Com a ideia de fazer no Brasil uma engenharia de alto nível, sempre dizia uma frase que nunca esqueço: ‘País sem desenvolvimento tecnológico é país submisso’.”

Diante de tamanha contribuição para o ensino de engenharia no país, pode-se suspeitar que as realizações do Coimbra pesquisador rivalizam com as do Coimbra engenheiro. Para a neta, no entanto, o engenheiro e o pesquisador são inseparáveis. “A engenharia pressupõe detectar um problema e resolvê-lo. Ele teve precisão de engenheiro ao perceber uma falta.”

Por influência do avô, Anna Bárbara, que pertence a uma família abarrotada de engenheiros e cientistas, tenciona seguir no mundo acadêmico. “Você vai gostar da UFRJ”, ele lhe dissera. Mas não previra o impacto do próprio vaticínio. “Por causa dele, passei a apreciar a ideia de estar na vanguarda do conhecimento, na crista da onda, onde as coisas acontecem.”

UFRJ debate sobre ‘Valor do tempo’

Publicado em: 04/12/2018 Escola Politécnica da UFRJ
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Qual o valor do seu tempo? Esse foi o tema da 2ª edição da Semana Enactus, evento gratuito realizado pela Escola Politécnica da UFRJ, entre os dias 5 e 9 de novembro. O objetivo do encontro foi indagar sobre a forma como as pessoas se relacionam com o tempo e ainda abordar temas que estão na rotina de todos. As atividades ocorreram no Centro de Tecnologia, na Ilha do Fundão.

rganizada por alunos dos cursos de Engenharia de Produção, Civil, Mecânica e Química, Ciências da Matemática e da Terra, Letras Russo, Arquitetura, Design, Relações Internacionais, Indumentária e Economia, a programação contou com uma série de palestras, workshops e rodas de conversa, que buscaram trazer à tona assuntos como Gestão do Tempo, Produtividade e Ansiedade.

Segundo Caio Bosco, presidente da Enactus UFRJ, a experiência e a oportunidade de estar em uma universidade devem ser valorizadas. “O tempo que temos e investimos em nosso dia-a-dia deve complementar o aprendizado com pessoas, encontros e histórias. A Semana propôs uma nova perspectiva sobre a vivência de alunos, professores, funcionários e os demais envolvidos no cotidiano da UFRJ”, destaca.

A Enactus UFRJ é uma organização que atua por meio do empreendedorismo em projetos que transformam vidas, criando um mundo mais sustentável. “As atividades de extensão tecnológica são uma grande oportunidade de aprendizado para os alunos, e uma forma de a universidade dialogar com a sociedade.

Nelas, o aluno é desafiado a resolver problemas da realidade usando o que aprendeu nas salas de aula e nos laboratórios, além de ser estimulado a buscar mais conhecimento”, explica o vice-diretor da Poli-UFRJ e também coordenador do evento, prof. Vinícius Cardoso. A II Semana Enactus contou com o apoio da The Bridge, PR7, Clube da Fala, Motim, Decult e Oak’s, para realização do evento.

Futuro da energia elétrica em pauta na UFRJ

Publicado em: 04/12/2018 Escola Politécnica da UFRJ
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No dia 8 de novembro, a Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ)realizou o workshop “A energia que moverá o Brasil”, no Centro de Tecnologia, na Ilha do Fundão. O objetivo do evento foi debater como ficará no futuro a matriz energética no país, principalmente, com a crescente popularização de fontes de energias alternativas, como solar e eólica.

A programação incluiu palestras sobre a operação do sistema elétrico e os desafios para o futuro, geração distribuída e fontes renováveis; sustentabilidade; e eficiência energética.

O workshop foi organizado por alunos de Engenharia Elétrica da Poli-UFRJ, sob a coordenação do professor Robson Francisco Dias, do Programa de Engenharia Elétrica da COPPE e Departamento de Engenharia Elétrica da Poli-UFRJ.“

Muitas de nossas linhas de pesquisas procuram solucionar os possíveis problemas que podem surgir com esse cenário futuro e buscamos estar na vanguarda do desenvolvimento dessas tecnologias. Sendo assim, tratou-se de uma atividade importante para os alunos e universidade, por abrir um ambiente para se debater os caminhos que a engenharia elétrica deve seguir nesse contexto”, avalia Dias.

E completa: “A ideia do evento também foi motivar alunos de graduação e pós-graduação, professores e ex-alunos, profissionais jovens atuantes no setor, já pensando na próxima Semana da Engenharia Elétrica (SENEL), que já está sendo organizada para o ano de 2019”.

Engenheiros da turma ‘Povo Brasileiro’ celebram 50 anos de formatura

Publicado em: 04/12/2018 Escola Politécnica da UFRJ
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Um grupo de engenheiros formados em 1968 pela Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, como era denominada a Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ), reuniu-se em novembro para celebrar os 50 anos de formatura da primeira turma de Engenharia da instituição a concluir o curso no campus do Fundão. A cerimônia aconteceu no CT- Centro de Tecnologia da UFRJ, com a presença do representante da turma, prof. Cláudio Luiz Baraúna, que juntamente com os demais alunos da época, descerrou placa alusiva na Poli-UFRJ.

“Uma turma que honrou suas tradições e ao mesmo tempo mudou a engenharia brasileira”, assim o prof. Baraúna, ex-diretor da Escola de Engenharia da UFRJ (de 90 a 94), ex-decano do CT – Centro de Tecnologia da UFRJ (de 94 a 98 e de 2002 a 2006), e professor da Poli-UFRJ há 48 anos, define a turma “Povo Brasileiro”, que contou com a primeira engenheira Naval formada no país.

“Vivíamos um contexto político complicado em nosso país, período de manifestações a favor das liberdades individuais e contra qualquer tipo de censura.O patrono da turma, por exemplo, foi o povo brasileiro, pois entendíamos que a sociedade era responsável por nossa formação, a quem devíamos o nosso ensino público e gratuito. Já os paraninfos escolhidosforam o cientista César Lattes e o ex-presidente Juscelino Kubitschek- que foi cassado. Essas escolhas não eram usuais”, conta. Em seu discurso na cerimônia do mês passado, o prof. Baraúna, aos 73 anos, lembrou trechos do discurso feito aos 23.

“Prometo que não me deixarei cegar pelo brilho excessivo da tecnologia. Não esquecer que trabalho para o bem do Homem e não da máquina. Respeitarei a natureza. Colocar todo meu conhecimento científico a serviço do desenvolvimento da humanidade”. Parece que as promessas poderiam ser repetidas pelos formandos de hoje.

E acrescentou: “Décadas se passaram. Colegas se mudaram, alguns partiram, nos deixando a eterna lembrança, outros não foram localizados. Em 2018, apenas uma fração das turmas conseguiu se reunir. Continuamos unidos, pelas mesmas nobres causas, pelos mesmos ideais de progresso e desenvolvimento do Brasil”.

Do Largo de São Francisco para o Fundão

Segundo o prof. Baraúna, a transição da Engenharia, que funcionava no prédio histórico do Largo de São Francisco, para a Ilha do Fundão, foi decidida após análise dos próprios alunos em relação à estrutura da universidade. “Havia uma certa relutância para transferência, por conta da infraestrutura precária, mas a nossa turma resolveu entrar na campanha de fazer a mudança, pois entendíamos que as instalações do Largo já estavam superadas. O prédio não dispunha de espaço suficiente e os laboratórios eram antigos. Politicamente, também considerávamos que todas as unidades da universidade deveriam ficar concentradas no mesmo campus. Forçamos a mudança e conseguimos”, recorda.

Com isso, cerca de 500 alunos começaram a estudar no campus da Ilha. As instalações apresentavam diversas dificuldades, mas que não impediram a consolidação da proposta de mudança. “A gente estudava ao som das picaretas e britadeiras, com constantes problemas de energia elétrica, água, alimentação, segurança e transporte. Mas, por fim, a turma se formou no dia 4 de dezembro, no Maracanãzinho, pouco antes do Ato Institucional Nº 5, AI-5, de 68”, comenta Baraúna.

O professor diz que sempre faz questão de destacar em seus discursos, ao longo desses 50 anos, sobre a importância de preservar a memória do Largo de São Francisco, e na cerimônia recente não foi diferente. “Nossa turma tem a consciência de que somos os pioneiros, responsáveis pela formação de engenheiros que construíram o nosso país. O prédio do Largo foi o primeiro construído para abrigar uma instituição de ensino superior, tendo uma simbologia grande para todos nós. Era um celeiro pelo qual passaram grandes nomes da física, matemática e engenharia”.

Graduação de alto nível com manutenção de conteúdos mínimos nos currículos

Para o ex-diretor, a existência do Centro de Tecnologia é a prova de que os esforços foram bem-sucedidos. “É uma glória para nós ver o que temos hoje. Uma quantidade expressiva de modernos laboratórios de pesquisa e desenvolvimento. Tudo muito bem definido e organizado. Nossa graduação, assim como a pós-graduação, é de alto nível, reconhecida mundialmente”, celebra. E faz ressalvas preocupantes ao vislumbrar o cenário que está sendo proposto pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) para formação dos engenheiros:

“É um absurdo. Trata-se de um abastardamento da profissão e, no que depender de nós, vamos lutar contra isso. Não é possível formar um engenheiro sem os sólidos conhecimentos de ciências básicas. Engenharia não é isso que estão querendo fazer. Modernizações são necessárias, mas não a esse custo”, conclui Baraúna, que é mestre em Engenharia Oceânica pela Coppe/UFRJ,e PhD em Naval Architecture and Shipbuilding pela University of Newcastle, Inglaterra.

Engenharia Ambiental da UFRJ está entre os primeiros aprovados no Programa Brasil – Estados Unidos de Modernização da Educação da CAPES-Fulbright

Publicado em: 29/11/2018 Escola Politécnica da UFRJ
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O curso de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ) está entre os quatro primeiros aprovados no ‘Programa Brasil – Estados Unidos de Modernização da Educação Superior na Graduação (PMG-EUA)’. O projeto, viabilizado através do edital CAPES-Fulbright, prevê interação com instituições renomadas de ensino dos EUA como as universidades da Califórnia, Columbia e Carnegie Mellon, dentre outras. O investimento total será de aproximadamente R$ 2,6 milhões, ao longo de oito anos.
 
Segundo a coordenadora do curso de Engenharia Ambiental da UFRJ, professora Monica Pertel, entre os principais objetivos do programa estão a formação de profissionais com perfis para compreender a complexidade e o dinamismo do mundo contemporâneo, capazes de inovar e liderar projetos; e o incentivo da aproximação do curso com os setores produtivos da sociedade.
 
“A modernização será feita a partir de análise do que é feito em universidades americanas, onde já existe um sistema mais dinâmico e integrado entre as universidades e o mercado de trabalho. Buscaremos adaptar iniciativas que deram certo nos Estados Unidos para aplica-las semelhantemente aqui”, explica a coordenadora.
 
A proposta foi aprovada entre mais de 50 propostas submetidas e durou quatro meses para ser elaborada. Entre os responsáveis pela proposta estão os professores que compõem o Grupo de Trabalho (GT), Lidia Yokoyama, Monica Pertel, Ana Nazareth, Elen Vasques Pacheco, Ofélia Araújo, Isaac Volschan, Heloisa Firmo e Leila Visconte. O próximo passo do GT será debater sobre o calendário de implementação de ações para os próximos meses.
 
De acordo com a diretora da Escola Politécnica da UFRJ, professora Cláudia Morgado, a aprovação do programa reafirma o conceito máximo do MEC que o curso tem obtido desde sua criação, sendo reconhecido nacionalmente em avaliações sobre a qualidade do ensino, pesquisa científica, internacionalização e inovação.
“Recentemente, o curso de Engenharia Ambiental manteve o 1º lugar no RUF – Ranking Universitário da Folha, o que demonstra nossa excelência acadêmica. A aprovação no programa Brasil – EUA apenas comprova o nosso compromisso em oferecer um curso de alto nível para alunos e a sociedade”.

Docente da Poli-UFRJ recebe prêmio de entidade mundial

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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No próximo dia 18 de dezembro, às 18h, na sede do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), o professor da Escola Politécnica da UFRJ, Paulo Couto, receberá da Society of Petroleum Engineers (SPE) – seção Brasil, o prêmio de excelência ‘SPE Brasil 2018’, na categoria Distinção do Ensino e Pesquisa na Engenharia de Petróleo, que reconhece professores universitários que tenham se destacado pelo ensino em sala de aula, pesquisa e contribuições para profissionalização da engenharia de Petróleo.

Couto é formado em Engenharia de Produção e Sistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), com mestrado e doutorado em Engenharia Mecânica pela UFSC. É professor do Departamento de Engenharia Industrial da UFRJ, atuando no curso de graduação em Engenharia do Petróleo, e professor colaborador no Programa de Engenharia Civil da COPPE/UFRJ. Também é membro da SPE – que é a maior associação mundial de profissionais que atuam em Exploração e Produção; da Associação Brasileira de Ciências Mecânicas (ABCM); e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).O professor do curso de Engenharia da Poli-UFRJ também será indicado para concorrer ao SPE Latin America & Caribbean Award. “Sou professor desde 2006 e acompanhei a formatura de todas as turmas de Engenharia de Petróleo. Fiquei muito feliz e honrado com a indicação, pois o prêmio reconhece todo trabalho que desenvolvi ao longo do tempo. Tudo isso demonstra a qualidade do ensino que estamos proporcionando na maior universidade pública do país”, destaca.
28/11/2018
Escola Politécnica da UFRJ

Proposta de novas Diretrizes Curriculares para Engenharia recebe críticas; audiência pública para discutir o tema acontecerá no dia 21/11 no Rio

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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No dia 24 de agosto, o presidente da Comissão de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CES/CNE) divulgou o texto-base das novas Diretrizes Curriculares Nacionais para a graduação em Engenharia, acompanhado de uma proposta de parecer favorável e um convite de consulta pública com data-limite para 31 de agosto, que depois foi prorrogada para 17 de setembro. Instituições de ensino, entidades profissionais e de representação de engenharia em todo o país subscreveram uma carta aberta apontando implicações negativas de algumas propostas do texto-base e questionando o curto prazo da consulta pública. Como resultado, foi agendada uma audiência pública que acontecerá no próximo dia 21, às 9h, no Clube de Engenharia do Rio de Janeiro.As signatárias da carta aberta questionam, sobretudo, a supressão do currículo mínimo, proposta que autorizaria faculdades a incluir sob o label Engenharia cursos que não oferecem disciplinas como cálculo, física e química.A carta também discute a proposta que impõe às universidades admitir “mestres, especialistas e profissionais não acadêmicos de notória competência”. Segundo o documento, isso configuraria uma “ingerência na autonomia acadêmica”.Além de assinar a carta aberta, a Poli-UFRJ enviou ao presidente do Comitê de Ensino Superior do CNE, no dia 17 de setembro, um ofício em que aborda:1. A revalidação de diplomas. O ofício argumenta que a supressão do currículo mínimo prejudicaria o processo de revalidação de diplomas, pois ele tem como base regulatória as Diretrizes Curriculares.2. Interesse social e humano. O ofício questiona a proposta do texto-referência que convoca empresas a participar do debate sobre “demandas de mercado e o papel do engenheiro na sociedade”, ajudando a “melhor definir o perfil do egresso” (como diz o projeto). A Poli-UFRJ considera que esses termos “restringem a sociedade a uma pequena parcela de seu conjunto” e sugere trocá-los por “demandas sociais, humanas e tecnológicas”, em consonância com a Lei Federal No. 5.194/1966, que caracteriza as profissões do engenheiro pelas realizações de interesse social e humano;3. Estágio obrigatório de 300h. O ofício questiona a proposta que adiciona à carga horária um estágio obrigatório de 300 horas. A Poli-UFRJ defende que, além de não se viabilizar em tempos de crise, esse projeto disponibiliza ao interesse privado, por meio de “simplificação trabalhista”, mão-de-obra qualificada para a realização de tarefas rotineiras, como é praxe nas empresas;4. Prazo de implementação das Diretrizes. O ofício pede mais tempo para a implementação das novas Diretrizes Curriculares, argumentando que algumas instituições — como a Poli-UFRJ — oferecem muitos cursos de engenharia, com diferentes idades de criação ou reforma curricular. O texto-referência dá o prazo de dois anos para a implementação das novas Diretrizes e 90 dias para a criação de novos instrumentos de avaliação do INEP. A Poli-UFRJ solicita prazos de cinco anos e um ano, respectivamente.No ofício, a Poli-UFRJ também elogia a proposta de resolução por: (1) estimular as universidades a acolher e nivelar os ingressos no curso; (2) a acompanhar a trajetória do egresso; (3) a formalizar a integração entre a graduação e a pós-graduação; e (4) a valorizar práticas inovadoras de educação em engenharia, como o Project Based Learning (PBL).
07/11/18
Escola Politécnica da UFRJ

Encontro debate gestão de facilities

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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Com o objetivo de contribuir para o aperfeiçoamento profissional na área de Gestão e Governança, o Núcleo de Pesquisas em Planejamento e Gestão (NPPG), da Escola Politécnica da UFRJ, realizou no último dia 27, o I Ciclo de Palestras, com o tema “A prática na gestão de facilities”. O encontro aconteceu no Centro de Tecnologia da UFRJ e incluiu palestras sobre inovações em facilities, desafios da gestão de contratos e práticas da gestão de manutenção.

“Existe uma demanda grande por este tipo de interação e a UFRJ possui linhas de pesquisa que nos permitem mergulhar um pouco mais em itens como governança, dificuldades, desafios, pragmatismos e novas oportunidades. Isso é interessante porque o público teve a oportunidade de dialogar, trocar experiência e conhecimento e fazer networking”, avalia o coordenador do NPPG, prof. Eduardo Qualharini.

Ex-aluno da instituição e hoje especialista em Projetos de Inovação da multinacional AB Inbev, Bruno Guerra, fez a palestra de abertura, abordando inovações em facilities. “Antigamente não existia uma gestão de facilities ou qualquer planejamento. Era tudo no “Vai, Brasil” mesmo. Existia só uma pessoa que organizava os pagamentos, a manutenção, entre outras responsabilidades. Hoje em dia está tudo mais estruturado. Há pessoas pesquisando sobre o assunto, e cada vez mais entendemos que isso faz a diferença, sobretudo em termos de otimização de custos, de produtividade. Vivemos em uma época de crise e incertezas, e conseguir gerir isso da melhor forma faz toda diferença nas empresas”, discorreu Guerra, que é formado em Administração, com Especialização em Gestão e Gerenciamento de Projetos pelo NPPG/POLI, e mestrado em Bordeaux, na França.

Também participaram do evento a analista em facilities da Gerdau, Silvana Reis, que abordou os desafios na gestão de contratos de facilities; o instrutor da Secovi Rio, Fernando Santos, que trouxe ao público conhecimentos sobre Gestão da Manutenção; e encerrando, Tharso Abreu, sócio da empresa Engelink, que falou sobre o uso da tecnologia para cotações dentro do mercado de facilities.As inscrições foram feitas mediante a doação de 1kg de alimento não-perecível e todo alimento arrecadado foi destinado à ONG “Saúde Criança Ilha”.
05/11/18
Escola Politécnica da UFRJ

Futuro da energia elétrica é tema de workshop gratuito na UFRJ

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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No próximo dia 8 de novembro (quinta-feira), entre 10h e 17h, a Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ) promove o workshop “A energia que moverá o Brasil”, no Centro de Tecnologia, na Ilha do Fundão. O objetivo do evento é debater como ficará no futuro a matriz energética no país, principalmente, com a crescente popularização de fontes de energias alternativas, como solar e eólica. O evento é aberto e as inscrições são gratuitas.Na programação estão previstas palestras sobre a operação do sistema elétrico e os desafios para o futuro, geração distribuída e fontes renováveis; sustentabilidade; e eficiência energética. O workshop está sendo organizado por alunos de Engenharia Elétrica da Poli-UFRJ, sob a coordenação do professor Robson Francisco Dias, do Programa de Engenharia Elétrica da COPPE e Departamento de Engenharia Elétrica da Poli-UFRJ.“Muitas de nossas linhas de pesquisas procuram solucionar os possíveis problemas que podem surgir com esse cenário futuro e buscamos estar na vanguarda do desenvolvimento dessas tecnologias. Sendo assim, trata-se de uma atividade importante para os alunos e universidade, por abrir um ambiente para se debater os caminhos que a engenharia elétrica deve seguir nesse contexto”, avalia Dias.E completa: “A ideia do evento também é motivar alunos de graduação e pós-graduação, professores e ex-alunos, profissionais jovens atuantes no setor, que assistirão esse evento, já pensando na próxima Semana da Engenharia Elétrica (SENEL), que já está sendo organizada para o ano de 2019”.Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail senel@poli.ufrj.br e pelas redes sociais da SENEL no Instagram e Facebook.Serviço:
Workshop – “A energia que moverá o Brasil”
Dia: 8 de novembro (quinta-feira)
Horário: das 10h às 17h
Local: Av. Athos da Silveira Ramos, 149. Centro de Tecnologia da UFRJ (Bloco D)
Mais informações: senel@poli.ufrj.br
Inscrições gratuitasProgramação:
Das 10h às 12h
Palestra: Operação do sistema elétrico e os desafios para o futuro, geração distribuída e fontes renováveis.
Palestrante: Antonio Felipe da Cunha de Aquino – Engenheiro do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico)
Das 13h às 15h
Palestra: Energia do futuro sua visão e área de interesse
Palestrante: Ana Margarida de Oliveira – Engenheira Elétrica e consultora de sistema elétricos submarinos da Petrobras
30/10/18
Escola Politécnica da UFRJ