Monitoramento de esgotos para combate à Covid-19 na Região Metropolitana do RJ apresenta primeiros resultados

Publicado em: 14/01/2021 Escola Politécnica da UFRJ
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Projeto da Cedae tem coordenação executiva do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Drhima) da Escola Politécnica da UFRJ e participação do Departamento de Virologia do Instituto de Microbiologia da UFRJ, Fiocruz, Secretaria de Estado de Saúde e Abes-RJ

Os objetivos, métodos e primeiros resultados do estudo “Monitoramento Espaço-Temporal da Concentração de Sars-Cov-2 nos Esgotos Sanitários da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) como Estratégia de Apoio às Ações de Vigilância Epidemiológica da Covid-19”, promovido pela Cedae, que está sendo desenvolvido desde outubro, foram apresentados ontem (13/1), em webinar realizado pela Seção Rio de Janeiro da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes-RJ), com representantes de todas as instituições envolvidas.

Com o nome abreviado de “Monitora Corona”, o estudo conta com a participação da Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro (SES RJ), da Abes-RJ, da Fiocruz e de unidades da UFRJ. A execução do projeto é coordenada pelo Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Escola Politécnica da UFRJ (Drhima/Poli/UFRJ), com análises para detecção viral realizadas pelo Departamento de Virologia do Instituto de Microbiologia Paulo Góes da UFRJ.

A atuação do Drhima/Poli/UFRJ envolve a coleta das amostras, semanalmente, nos dez pontos de monitoramento e o transporte para que sejam feitas as análises de concentração, extração, detecção e quantificação viral. A coleta é feita por técnicos do Laboratório de Meio Ambiente do Drhima e as análises realizadas pelo Departamento de Virologia do Instituto de Microbiologia da UFRJ.

Os resultados da quantificação viral são consolidados pelo Drhima estatisticamente, na forma de gráficos, mapas e tabelas, disponibilizados em boletins semanais e relatórios mensais à Fiocruz, para que esta realize as intepretações cabíveis juntamente com a SES RJ. Todo o planejamento do estudo contou com a participação de técnicos da Cedae, que também atuam na execução do projeto.

“Os primeiros resultados já mostram a evolução da presença de fragmentos do vírus no tempo e espaço em diferentes locais da Região Metropolitana do Rio. Já sabemos que se trata de uma ferramenta de apoio para as estratégias da Secretaria de Saúde no combate à epidemia da Covid-19, principalmente pela identificação das áreas com maior concentração da carga viral”, comenta o professor Isaac Volschan Junior, do Drhima/Poli/UFRJ, responsável pelo coordenação executiva do estudo, em conjunto com a professora Iene Figueiredo, num trabalho que envolve também alunos de doutorado, mestrado e estagiários de graduação em engenahria ambiental.

A professora Luciana Jesus da Costa, do Departamento de Virologia do Instituto de Microbiologia da UFRJ, responsável, juntamente com a pesquisadora Sara Mesquita, pelas análises para detecção molecular do vírus, assinala que o estudo também fortalece a pesquisa na Universidade, além da grande importância de possibilitar ações de combate à Covid-19 específicas nas localidades mais afetadas, atenuando impactos social e econômico.

“É um trabalho multidisciplinar que prepara a Universidade para responder a outros desafios. Temos capacidade técnica e um estudo que envolve dificuldades relacionadas a condições de biossegurança, estrutura, aporte financeiro e logística, para não haver interrupção na aquisição de insumos necessários para as análises, é um desafio importante”, avalia a professora Luciana.

Durante o webinar, entre outros aspectos, o presidente da Cedae, Edes Fernandes de Oliveira, e o presidente da Abes-RJ, Miguel Alvarenga Fernández y Fernández, destacaram a importância do estudo e da parceria inédita das instituições envolvidas, empenhadas em contribuir no enfrentamento do grande desafio de saúde pública que é o combate à Covid- 19.

A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES RJ), Gabrielle Damasceno da Costa Chagas, e o pesquisador do Departamento de Saneamento e Saúde Ambiental da ENSP/ Fiocruz Marcelo Guimarães Araújo assinalaram que, além das ações de vigilância epidemiológicas de combate à Covid-19, o estudo futuramente vai possibilitar a observação da efetividade das vacinas e análise de mutações do vírus. “Trata-se de uma ação ativa para agregar estratégias e metodologias de combate à Covid-19”, disse a coordenadora da SES RJ.

“Este estudo mostra outras contribuições do setor de saneamento. Complementa as possibilidades de interpretação – uma vez que nem todos os casos chegam a ser notificados”, resumiu o presidente da Abes-RJ. “São possibilidades infinitas, tanto do ponto de vista acadêmico quanto epidemiológico”, complementou a professora Luciana Costa.

Monitora Corona foi estruturado de forma a cobrir vasta área territorial da RMRJ, envolvendo partes dos municípios do Rio de Janeiro, Duque de Caxias, Nilópolis, São João de Meriti, Mesquita, Belford Roxo e São Gonçalo. O estudo seguirá até o final de julho, mas há possibilidade de ser ampliado para outros pontos do Estado. Atualmente, as amostras de esgoto coletadas nos municípios citados correspondem a quase 4 milhões de habitantes – cerca de 40% da população da Região Metropolitana.

Mais informações sobre o estudo no site www.monitoracoronarj.com.br .

O webinar pode ser assistido no canal da Abes-RJ https://www.youtube.com/watch?v=aKZPX3dULzo&t=4286s e apresentações dos palestrantes estão no site da Abes – http://abes-dn.org.br/?p=39593.

Notícias

Sociedade Francesa de Metalurgia e Materiais premia recém-formado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Escola Politécnica da UFRJ

Publicado em: 11/01/2021 Escola Politécnica da UFRJ
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Artur da Fonseca Alvarenga, recém-formado em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pela Politécnica da UFRJ, acaba de ser laureado com o prêmio “Prix ArcelorMittal Pierre Vayssière”, pela Sociedade Francesa de Metalurgia e Materiais (SF2M). O reconhecimento é concedido a cada ano a um aluno que tenha concluído com destaque um estágio em um laboratório industrial ou universitário na França.

Em 2017, Artur realizou intercâmbio para Duplo Diploma na École Nationale Supérieure d’Arts et Métiers, na França, e fez seu estágio de conclusão de curso no Center de Mise en Forme Des Matériaux (CEMEF) da École de Mines ParisTech, em 2019, em colaboração com a APERAM – player global em aços inoxidáveis, especiais elétricos e ligas de níquel.

“Tive a oportunidade de trabalhar as evoluções microestruturais durante as etapas de conformação e sua relação com as propriedades mecânicas finais de componentes para a área aeronáutica. Durante o meu estágio, pude implementar uma abordagem experimental muito adequada à identificação e caracterização deste fenômeno”, explica Artur.

Segundo ele, o objetivo do estágio “era fornecer elementos de compreensão que servissem de guia para encontrar soluções práticas a serem integradas no processo de fabricação de forma a garantir a reprodutibilidade perfeita de uma microestrutura conforme as especificações para a aplicação final”.

Neste ano, o ex-aluno da Politécnica iniciará uma tese no CEMEF, na qual terá uma parte experimental para permitir uma compreensão ainda mais detalhada do fenômeno do crescimento crítico de grãos, mas também uma segunda parte dedicada à simulação numérica dessas evoluções microestruturais no software DIGIMU®, em desenvolvimento no CEMEF. 

“Tenho certeza que este prêmio é apenas o começo de uma grande aventura cheia de descobertas. Estou muito motivado para enfrentar os desafios da indústria do futuro e poder me dedicar a uma área que me fascina enormemente”, completa Artur.

Professor Antônio Cláudio Gómez de Sousa será homenageado em Sessão Solene da Congregação da Politécnica-UFRJ

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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No dia 29 de outubro (quinta-feira), às 16 horas, a Politécnica promove a Sessão Solene da Congregação em homenagem in memoriam a Antônio Cláudio Gómez de Sousa, professor do Departamento de Engenharia Eletrônica (DEL/Poli/UFRJ) e do Nides/UFRJ.Participe assistindo à transmissão ao vivo no canal do Youtube da Politécnica (link no final do texto). Você também pode enviar, com antecedência, vídeos com depoimentos de até 1 minuto e/ou fotos em tributo ao professor para o email: homenagem.antonio.claudio@poli.ufrj.brAntônio Cláudio Gómez de Sousa (29/10/1943 – 22/02/2020), formou-se em Engenharia Eletrônica pela UFRJ em 1978, concluiu mestrado em Engenharia de Sistemas e Computação em 1983 e doutorado em História das Ciências, das Técnicas e Epistemologia também pela UFRJ em 2013.

Foi o primeiro diretor eleito da Politécnica, de 1986 a 1990; lecionou no curso de Engenharia Eletrônica e de Computação da Politécnica da UFRJ desde 1979 e no mestrado profissional de Tecnologia para o Desenvolvimento Social do Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (Nides/UFRJ) desde 2000, até seu falecimento no início deste ano. Seus principais temas de pesquisa, ensino e extensão foram em Engenharia de Software; Desenvolvimento Social; Informática Educativa; Educação em Engenharia e História da Técnica.Em 2010, recebeu o Prêmio de Extensão Universitária no 7° Congresso de Extensão da PR5/ UFRJ. Seus projetos buscavam, em sua maioria, integrar o desenvolvimento social, profissional e educacional de comunidades carentes através da inclusão digital. Entre esses, estava o Projeto Minerva, aplicado à Educação Básica no Ciep Ministro Gustavo Capanema, na Maré, que em 1994 inseriu a Politécnica nas atividades de extensão de forma integrada com o ensino e a pesquisa e em 2001 mudou de nome para Laboratório de Informática para Educação (LIpE), no qual ele atuou de 1995 até este ano.O tema principal que perpassou a atuação de Antônio Cláudio como professor e dirigente universitário foi a reflexão crítica do papel da técnica como parte da cultura e da função social dos engenheiros, marcando gerações de alunos. Sua conduta foi marcada pela participação democrática nas questões de interesse social que afetam a Engenharia e a defesa intransigente da universidade pública, gratuita e de qualidade.“O professor AC, como o chamávamos carinhosamente, foi um incansável lutador em defesa da nossa universidade, pública, gratuita, de qualidade, e socialmente referenciada. Para o Nides, foi desde o princípio uma grande referência, não medindo esforços para contribuir na construção de uma Engenharia voltada para os grupos marginalizados.Junto com sua equipe no Laboratório de Informática para Educação (Lipe), desenvolveu uma das experiências mais sólidas e bonitas de trabalho em ensino, pesquisa e extensão de toda UFRJ. Uma grande perda, principalmente em um momento em que precisamos tanto das pessoas que participaram da história de construção da UFRJ para enfrentar a conjuntura adversa”, afirma o prof. Felipe Addor, atual diretor-geral do Nides/UFRJ e ex- aluno do prof. Antônio Cláudio na disciplina “Gestão de Projetos Solidários” do curso de Engenharia de Produção.Conheça mais sobre o professor, assista à homenagem no link:
https://www.youtube.com/watch?v=idRWNSUDhmk

Projeto da Politécnica-UFRJ propõe solução inovadora para reciclagem de polímeros de engenharia

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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Com a orientação das professoras da Politécnica-UFRJ Marysilvia Ferreira da Costa e Rossana Mara da Silva Moreira Thiré, a então aluna de graduação de Engenharia de Materiais Ana Carolina Brandão desenvolveu um novo método de reciclagem para que polifluoreto de vinilideno (PVDF), oriundo de resíduos pós-industriais, possa ser reaproveitado enquanto filamento para impressão 3D. O projeto gerou pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).

A utilização do polifluoreto de vinilideno (PVDF) ganhou espaço na indústria de óleo e gás por suas propriedades mecânicas, químicas e térmicas responderem de forma satisfatória às severas condições de uso, se tornando então um item importante na composição da barreira de pressão de tubulações flexíveis para exploração offshore. Contudo, o destino empregado ao PVDF descartado tornou-se um desafio, pois se trata de um polímero de engenharia de alto valor agregado, não biodegradável, e que predispõe um risco de toxicidade ao meio ambiente.

“Os desafios encontrados durante a pesquisa se deram principalmente na impressão 3D, que possui parâmetros ajustáveis específicos para cada tipo de material. Como o trabalho foi pioneiro em impressão 3D com PVDF, foram necessários testes de impressão com diferentes parâmetros, descritos e analisados”, destacou Ana Carolina, que já deu entrada no pedido de patente junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) em março deste ano.

O projeto “Viabilização da impressão 3D como método de reciclagem para o PVDF incluindo a fabricação do filamento” foi realizado nos Laboratórios de Processamento e Caracterização de Materiais (LPCM) e de Biopolímeros e Bioengenharia (BIO/POLI), vinculados ao Departamento de Engenharia Metalúrgica (DMM/POLI) e Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais (PEMM/COPPE), sob orientação das professoras da Politécnica-UFRJ Marysilvia Ferreira da Costa e Rossana Mara da Silva Moreira Thiré e com a participação ativa da aluna de doutorado do PEMM/COPPE Marceli Nascimento da Conceição.

“As perspectivas a partir da apresentação deste tema foram agregar valor ao resíduo industrial tornando atraente a reciclagem destes polímeros de engenharia e explorar novos filamentos de impressora 3D, considerando as excelentes propriedades mecânicas e químicas do PVDF. Mostrando viabilidade e usabilidade do produto, pelos testes mecânicos que foram feitos durante o trabalho, esperamos estimular a reciclagem deste polímero cuja degradação gera subproduto nocivos. O pedido de patente visa à proteção da propriedade intelectual, bem como a geração de recursos para as alunas, professoras, Coppe e Politécnica-UFRJ”, explica Rossana.

Saiba mais sobre o projeto aqui!

Tese de doutorado do Programa de Engenharia Ambiental da UFRJ recebe Prêmio CAPES 2020

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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Premiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) na categoria Engenharias I (sub-áreas de Engenharia Civil, Engenharia Sanitária e Engenharia de Transportes), a tese de doutorado de George Victor Brigagão do Programa de Engenharia Ambiental da UFRJ (PEA/UFRJ) da Escola de Química e da Escola Politécnica da UFRJ abordou diversas rotas tecnológicas inovadoras relacionadas à redução de emissões de dióxido de carbono (CO 2 ) no setor de energia. Sob orientação dos professores José Luiz de Medeiros e Ofélia de Queiroz Araújo, a tese foi a primeira conquista do PEA/UFRJ do Prêmio CAPES.“

Considerando a tendência provável para o crescimento no uso de gás natural nas próximas décadas, as atuais preocupações ambientais trazem particular atenção aos impactos ligados às atividades de exploração e produção de óleo e gás, especialmente em face das recentes descobertas de reservas contendo gás natural com alto teor de CO 2 ”, destaca o autor da tese.A candidatura ao prêmio foi feita em resposta ao edital CAPES Nº 10/2020, após chamada interna de seleção do PEA/UFRJ.

Coube à Coordenação do Programa submeter à tese selecionada a CAPES, que selecionou as teses premiadas por área de conhecimento.A tese “Alternativas tecnológicas para abatimento de carbono e eficiência exergética: geração termelétrica, processamento de gás natural rico em CO 2 e biorefinarias” concorrerá, em dezembro, ao Grande Prêmio de Teses da CAPES, que seleciona entre as teses vencedoras das áreas de avaliação, as melhores teses por grande área, divididas em três grupos: Ciências Biológicas, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias; Engenharias, Ciências Exatas e da Terra e Multidisciplinar (Materiais e Biotecnologia); e Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes, Ciências Sociais Aplicadas e Multidisciplinar (Ensino).O curso de doutorado acadêmico do PEA/UFRJ foi criado em 2016 e tem quatro teses de doutorado defendidas, sendo premiada a sua segunda tese. “É um selo de qualidade. O prêmio anuncia à comunidade acadêmica que a infância é apenas cronológica, e a maturidade é precoce”, comenta a coorientadora Ofélia Araújo.Segundo ela, participaram do prêmio todos os programas de pós-graduação que tiveram pelo menos uma tese de doutorado defendida em 2019.

Alunos de Engenharia Civil da Politécnica-UFRJ ficam em 2º lugar em Concurso do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA)

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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A equipe Minerva Civil acaba de conquistar a medalha de prata na classificação geral do 2º Concurso do Centro Brasileiro da Construção em Aço (CBCA), que teve como tema “Segunda Ponte entre o Brasil e o Paraguai”. É a primeira vez que a equipe, formada por alunos de Engenharia Civil da Politécnica-UFRJ e de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, fica entre os três finalistas. A medalha de ouro coube à equipe da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri e a de bronze ao time do Instituto Mauá de Tecnologia. Todas as provas foram realizadas remotamente, seguindo às orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS).No concurso CBCA, sob orientação geral da professora Michèle Schubert Pfeil, o conhecimento em estruturas de aço foi colocado em pauta. A equipe de futuros engenheiros e arquitetos ficou na 2ª colocação ao propor uma ponte em arco atirantado triplo e foi elogiada pela banca de arquitetos e engenheiros convidados pela ideia de colocar a passagem de pedestres abaixo do tabuleiro. “A equipe teve que compilar todo o conhecimento adquirido em sala de aula, buscar o conhecimento específico que não tínhamos e aplicar ambos em um projeto tão interdisciplinar”, disse o aluno Murillo Queiroz, do 7º período.Além do CBCA, a equipe participou de outras duas competições este ano. No concurso Ousadia, o desafio foi desenvolver um projeto básico de um parque urbano, uma edificação e um píer, no município de Florianópolis. O projeto foi considerado o segundo melhor. “Tentamos criar algo que pudesse trazer esse senso de pertencimento ao mesmo que tempo que trouxesse a ousadia da mudança que o projeto pede, para tanto mudamos a forma padrão com a qual enxergamos um equipamento como esse”, destacou Rebecca Muzy, do 9º período de Engenharia Civil.Na terceira competição, o Concregame, em formato de quiz com a tecnologia do concreto como tema, a equipe alcançou a 4ª colocação. “A grande dificuldade foi estudar tudo que envolve esta temática em um período curto, de aproximadamente um mês entre a divulgação do regulamento e a data das rodadas. A equipe fez uma troca de conhecimento entre si com os materiais produzidos por cada dupla, dentre os quais: resumos, mapas mentais, perguntas e respostas, planilhas e outros. Assim, a equipe cumpriu integralmente a ementa do concurso, ficando apta a responder às questões do quiz proposta”, explicou Anna Carolina Gomes, do 5º período.De acordo com os alunos, o distanciamento social provocado pela pandemia do novo coronavírus impôs a eles adotar estratégias para alcançar bons resultados na competição. “Precisamos solucionar problemas em frentes totalmente distintas com conhecimentos que não tínhamos acesso ainda. Além disso tínhamos a dificuldade de organizar e andar com um projeto enorme com um time em uma escala que nunca tínhamos trabalho antes. Esses foram desafios instigantes e interessante que esperávamos enfrentar, porém as perdas e o isolamento que surgiram durante a pandemia foram desafios que não esperávamos e que trouxeram muita dificuldade a toda a equipe”, avaliou a aluna do 8º período, Polyanna Domingues.Abaixo, relação dos alunos que representaram a equipe da UFRJ em cada competição:Competição CBCA – Lucas Muniz Valani, Polyanna Pascoal de Sousa Domingues, Murillo Melo Rodrigues Queiroz, Ronan de Oliveira Pereira Bezerra, Lucas Araujo Felicio dos Santos e Suzana Dias de Sá Fernandez.Competição Ousadia – Alberto Figueiredo de Freitas Guimarães, Alice Maria Costa Silva; Anna Carolina dos Santos Gomes, Berta Clara dos Santos Costa, Daniele Corrêa da Conceição Galdino, Gabriel Nakalski Farias, Izabela de Sousa Moura, Jefferson Pereira Silvestre, João Paulo Guilhon de Araújo Périssé, Jonas da Silva Chaves, Julia Acosta Silva, Lucas Araujo Felicio dos Santos, Lucas Muniz Valani, Lucas Ribeiro Sampaio, Matheus Raymundo de Oliveira; Murillo Melo Rodrigues Queiroz; Nicolas Nascimento da Cruz; Nyvea de Souza Innocencio, Pedro Henrique Carneiro Lins Coutinho, Pedro Henrique Melo Siqueira, Pedro Motta de Paola Bortolotti, Polyanna Pascoal de Sousa Domingues, Rafael Silva Abreu, Raquel Duarte de Almeida, Rebecca Muzy dos Santos, Ronan Oliveira Pereira Bezerra, Samara Ferreira Costa, Vinícius Marques Augusto e Yan de Azevedo Monteiro.Competição Concregame – Nícolas Nascimento da Cruz, Anna Carolina dos Santos Gomes, Yan de Azevedo Monteiro, Gabriel Nakalski Farias, Lucas Ribeiro Sampaio, Paula Noronha, Raquel Duarte, Karenn Magalhães e Mayara Leal.
15/09/2020
Escola Politécnica da UFRJ

Alunos e ex-aluno da Politécnica desenvolvem projeto de mentoria e trabalho voluntário para melhorar a qualidade de vida da Ilha do Governador

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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Com a proposta de melhorar a qualidade de vida dos moradores e a atratividade da Ilha do Governador, alunos de engenharia da Politécnica-UFRJ criaram o projeto voluntário “Engenhando a Cidade”, que visa apresentar ao poder público soluções de intervenções rápidas e de baixo custo para áreas abandonadas na região.

“A ideia por trás do projeto é mostrar que as intervenções são necessárias, viáveis financeira e tecnicamente e, acima de tudo, de alto retorno para a população. É possível realizar o reparo de equipamentos, minimizando não só o custo inicial (compra dos materiais), mas também para a execução e manutenção”, destaca Yan Monteiro, que cursa Engenharia Civil na Politécnica-UFRJ.

O jovem, juntamente Francisco Victer, do curso de Engenharia de Produção, e Severino Virgínio, de Engenharia Naval, recebem orientação do ex-aluno da Politécnica-UFRJ, Wagner Victer, para desenvolverem projetos de recuperação na região em que vivem. Dos locais estudados pelo trio entre janeiro e março deste ano estão o Parque Marcello de Ipanema, Estrada do Galeão, Corredor Esportivo, Praia da Rosa e de Sapucaia e Píer Praia da Bica – estes dois últimos em fase de execução.

“Quando falamos em baixo custo levamos em consideração três fatores: a mão de obra, a disponibilidade do material e a durabilidade. No píer da Praia da Bica, por exemplo, consideramos mais viável a utilização de parafusos inoxidáveis no assoalho, uma madeira com tratamento superficial e material mais durável, como concreto, nos anteparos laterais, algo compatível com os orçamentos disponíveis por parte dos órgãos públicos”, explica Yan.

Em paralelo ao retorno às aulas na UFRJ, os futuros engenheiros trabalham em uma nova empreitada: um projeto para criação de um píer para pesca esportiva e pesca de lazer no “Corredor Esportivo do Moneró”. “Identificamos que existe uma demanda, pescadores que usam o local e a ideia seria otimizar isso a partir da construção de um píer. Vamos propor fazer algo similar ao que há na Praia de São Bento, que também fica na Ilha e segue o mesmo modelo”, comenta o aluno.

Os projetos são submetidos à avaliação da Secretaria Estadual de Obras, subprefeitura da Ilha do Governador e também a CET-Rio, para análise e implementação, caso aprovados.

O trio de alunos da Politécnica pretende replicar a iniciativa passando para colegas da Engenharia o método de atuação, para que a iniciativa possa ser desenvolvida com foco em outros bairros.

Mais informações sobre os projetos no link.

07/10/2020
Escola Politécnica da UFRJ

Congresso internacional debate sobre smart cities e sustentabilidade Mesas-redondas, palestras e apresentações de artigos serão transmitidas pela internet. Inscrições vão até o dia 28 de agosto.

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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O Núcleo de Pesquisas em Planejamento e Gestão (NPPG) da Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ), em parceria com a Universidade da Beira Interior (UBI), realizará nos dias 8, 9 e 10 de setembro o V Congresso Internacional na “Recuperação, Manutenção e Restauração de Edifícios” – CIRMARE 2020. Estão previstas mesas- redondas, palestras e apresentações de mais de 70 artigos, transmitidas pela internet.Com o tema “Reabilitação e Smart Cities visando à Sustentabilidade”, o congresso busca contribuir para o conhecimento e promoção de práticas atuais de construção civil, analisando as necessidades da sociedade contemporânea.“Há alguns anos percebemos que as cidades estão cada vez mais edificadas e nós precisamos elaborar construções novas ou readequações nos imóveis existentes. No Rio de Janeiro, por exemplo, temos cerca de 50 mil imóveis residenciais e comerciais que deveriam ser recuperados por mês. Ou seja, unidades que deveriam ter suas atividades revisadas para tornarem-se mais funcionais. O nosso intuito é chamar atenção de alunos e de profissionais para os métodos e processos de construção, pensando no futuro das cidades”, destaca Eduardo Qualharini, coordenador do Núcleo de Pesquisas em Planejamento e Gestão (NPPG).O CIRMARE é voltado para alunos de graduação, pós-graduação, pesquisadores e profissionais de mercado que atuam na área de recuperação, manutenção e restauração dos bens edificados. As inscrições podem ser feitas até o dia 28 de agosto pelo site.
04/08/2020
Escola Politécnica da UF

Pela 6ª vez, alunos da Poli-UFRJ, conquistam prêmio internacional da SPE

Publicado em: 10/06/2020 Escola Politécnica da UFRJ
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Um grupo formado por seis alunos da Poli-UFRJ – cinco de Engenharia de Petróleo e um de Mecânica – e um do curso de Economia da UFRJ recebeu da Sociedade de Engenheiros de Petróleo (SPE), o ‘Student Chapter Excellence Award’. É a sexta vez que uma equipe da UFRJ recebe a premiação. Essa disputa reuniu mais de 120 equipes em todo mundo.A avaliação foi feita a partir de eventos técnicos realizados em 2019, com análise da relevância de cada um tanto para os membros, alunos de graduação e pós-graduação, quanto para a comunidade externa. Entre os eventos, palestras e a semana acadêmica de óleo e gás, a SPETRO, organizada pela Liga de Petróleo UFRJ e o Capítulo de Estudantes SPE/UFRJ, em parceria com os alunos do curso.“O prêmio da SPE representa para a equipe um sentimento de dever cumprido e com a maior excelência possível. Eles trabalham duro durante o ano para disseminar o conhecimento e promover a interação academia-indústria, tão importante para a formação dos alunos de Engenharia de Petróleo. Sem dúvida esse prêmio serve como um incentivo para os alunos desenvolverem cada vez mais novos projetos e terá um impacto na trajetória acadêmica e profissional de cada um deles”, avalia Juliana Baioco, professora do curso de Engenharia de Petróleo da Poli-UFRJ e responsável por liderar os alunos neste projeto com a SPE.É com orgulho da vitória dos estudantes que a professora acrescenta que “para a UFRJ é mais uma consagração, em âmbito mundial, da instituição de excelência que temos, que se preocupa com atividades de extensão e com a disseminação do conhecimento além da sala de aula”.A aluna Isabela Pena do 9º período de Engenharia de Petróleo comenta: “É muito gratificante receber esse prêmio. Foram dias pensando em projetos e eventos que fossem relevantes para os alunos e que fizessem a diferença tanto no âmbito profissional quanto no pessoal. Para mim, particularmente, é ainda mais gratificante. Gerenciar uma equipe de oito pessoas totalmente diferentes não é fácil, mas conseguimos. Esperamos continuar com o trabalho feito até aqui e melhorar ainda mais os nossos eventos”.Relação de alunos vencedores:
Isabela Pena – 9º período/Engenharia de Petróleo
Vinicius Anacleto – 7º período/Engenharia de Petróleo
Yago Oliveira – 9º período/Engenharia de Petróleo
Lucas Felix – 9º período/Engenharia de Petróleo
Thiago Delmás – 5º período/Economia
Gabriela Torres – 5º período/Engenharia Mecânica
Pedro Simões – 7º período/Engenharia de Petróleo
03/07/2020
Escola Politécnica da UFRJ