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Equipes de competição da UFRJ expõem suas inovações em evento no CCBB Rio

Publicado em: 09/05/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Três equipes de competição vinculadas à Escola Politécnica da UFRJ (Baja, Nautilus e Rockets) marcaram presença na programação do IP Day, realizado no dia 26 de abril no CCBB Rio – Centro Cultural Banco do Brasil. O evento, promovido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) e pela UFRJ, buscou celebrar o Dia Mundial da Propriedade Intelectual, com a exposição de projetos de pesquisa e desenvolvimento, e de inovação tecnológica.

A UFRJ Nautilus, equipe dedicada ao segmento competitivo de veículos submarinos autônomos (AUVs – sigla em inglês), apresentou o projeto “BR Hue”, que participa anualmente de edições da RoboSub, maior competição internacional de AUVs, realizada nos Estados Unidos. Já a Minerva Baja apresentou um protótipo de veículo híbrido que tem como fonte principal de energia o gás hidrogênio, voltado para o segmento automotivo.

Outra equipe também presente no evento foi a Minerva Rockets, responsável pelo desenvolvimento do Aurora, um foguete de sondagem atmosférica para transporte de Cubesats com apogeu de 3 km e característica modular, construído originalmente com acopladores rosqueados, sem parafusos no externo da fuselagem, garantindo ao foguete independência dos módulos e otimização da aerodinâmica.

A programação contou com a parceria dos Institutos de Ciência e Tecnologia (ICTs) da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Fundação Oswaldo Cruz (FIOCRUZ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), além do Escritório de Patentes e Marcas dos Estados Unidos (USPTO, na sigla em inglês).

“Propriedade Intelectual é de suma importância para a geração de riqueza em qualquer nação. É a forma de remunerar o esforço criativo, agregador de valor. Para o desenvolvimento do Brasil é fundamental que mais e mais pessoas se integrem a esse processo inventivo criando novos e/ou melhores produtos para a sociedade. Por isso a Escola Politécnica da UFRJ busca formas de incentivar seu corpo discente a participar nesse processo e interagir com o mercado”, comentou o diretor adjunto de Tecnologia e Inovação (DATI) da Politécnica-UFRJ, Fernando Castro Pinto.

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Docentes da Escola Politécnica participam do mais importante congresso mundial na área de sistemas a eventos discretos

Publicado em: 09/05/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Cinco professores da Escola Politécnica da UFRJ participaram de um dos mais importantes congressos mundiais na área de sistemas a eventos discretos, o Workshop on Discrete Events Systems (WODES’2024), que chegou a sua 17ª edição este ano. O evento – que contou com o patrocínio da CAPES, CNPq e FAPERJ – aconteceu entre os dias 29 de abril e 1º de maio, no Centro de Convenções do Hotel Windsor, na Barra da Tijuca.

O encontro buscou proporcionar aos mais de 80 pesquisadores de diferentes nacionalidades e áreas de estudo, sejam teóricos e engenheiros de controle, engenheiros de software e cientistas da computação, e especialistas em pesquisa operacional, a oportunidade de trocar informações e novas ideias, e discutir novos desenvolvimentos no campo da teoria e aplicações do DES.

Da esquerda para a direita: Raphael Barcelos, Gustavo Viana, Marcos Vicente Moreira, Lilian Carvalho e João Carlos Basilio.

Chair da conferência científica, o professor João Carlos Basílio foi o responsável pela organização do evento e da condução das sessões de apresentação de trabalhos. Já o professor Marcos Vicente Moreira foi um dos plenaristas, apresentando uma palestra sobre como utilizar modelos a eventos discretos para implementar sistemas de criptografia que garantam a segurança contra ataques cibernéticos, principalmente em um contexto de indústria 4.0.

“O nível dos trabalhos foi muito bom. Foram submetidos cerca de 80 artigos e foram aceitos somente 54. Um aspecto importante dessa conferência é que os mais importantes membros da comunidade sempre submetem os seus artigos e os apresentam (ou os seus alunos) no congresso. Acho, acima de tudo, que este congresso é um reconhecimento à relevância da nossa pesquisa e do nosso grupo de pesquisa no contexto internacional”, destacou Basílio.

Também participaram do evento os professores Gustavo Viana da Silva e Raphael Barcelos junto ao Comitê Nacional de Organização. A professora Lilian Kawakami Carvalho fez parte do Comitê de Programa Internacional. Todos fazem parte do Laboratório de Controle e Automação, sendo lotados no Departamento de Engenharia Elétrica da Escola Politécnica, mas com atuação também no Programa de Engenharia Elétrica da Coppe/UFRJ.

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Aplicativo desenvolvido por aluna da Escola Politécnica se destaca em desafio da Apple

Publicado em: 09/05/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Um desafio que proporciona aos estudantes a chance de mostrar sua criatividade e capacidade de criação de aplicativos, além de desenvolver neles habilidades do mundo real. É o que propôs a nova edição do Swift Student Challenge da Apple, realizado ao longo deste primeiro semestre com milhares de estudantes de diversos países, tendo o propósito de apoiar e incentivar a próxima geração de desenvolvedores, criadores e empreendedores. 

Mais de 300 estudantes saíram como vencedores na tabela geral, mas apenas 50 conquistaram o Distinguished Winners, prêmio dado aos estudantes que tiveram projetos considerados de excelência em inovação, criatividade, impacto social ou inclusão. Entre os selecionados está o nome da estudante Laura Daflon, que cursa o 9º período de Engenharia da Computação e Informação na Escola Politécnica da UFRJ.

A jovem desenvolveu o “Nostradamus”, um aplicativo que demonstra como a ciência de dados pode ser crucial para preservar o meio ambiente. Ela explica que a partir da interface nostálgica de um Macintosh antigo é possível entender como dados são tratados e como sua análise pode dar uma ideia de como o mundo vai ser afetado pelas nossas ações atualmente. “O aspecto mais importante é o dinamismo na hora de entrelaçar a ciência de dados com a sustentabilidade, já que não parecem poder ser associados de uma forma tão próxima”, destacou.

O desafio aconteceu durante o mês de fevereiro, de forma remota, exigindo dos participantes a criação de um aplicativo com tema de livre escolha, e que precisou ser feito em Swift (inguagem de programação desenvolvida pela Apple), sendo possível experienciá-lo em no máximo três minutos. Além disso, os participantes tiveram que responder algumas perguntas em formato de redação sobre a aplicação e o seu papel como desenvolvedor na nossa sociedade.

Única representante do Rio de Janeiro, Laura se junta a outros quatro estudantes brasileiros, que embarcam no próximo dia 8 de junho para a Califórnia, nos Estados Unidos, a convite da Apple, para participar da Apple Worldwide Developers Conference, que acontece entre os dias 10 e 14 de junho. Além disso, a aluna também ganhou um certificado, um ano da assinatura de Developer da Apple – que é necessária para colocar aplicativos na AppStore, AirPodsMax e a oportunidade de fazer o exame de proficiência em Swift aprovado pela Apple.

“Estou muito feliz com essa conquista e de ter a oportunidade de ir lá (Califórnia) pessoalmente para conhecer os engenheiros da Apple”, celebrou a aluna da Escola Politécnica.

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Sessão solene da Alerj celebra o reconhecimento da Escola Politécnica da UFRJ como Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio

Publicado em: 26/04/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Na manhã desta quinta-feira (25/4), autoridades e representantes de instituições e entidades de classe estiveram reunidos no Palácio Tiradentes, sede da Alerj, para celebrar o reconhecimento da Escola Politécnica da UFRJ como Patrimônio Histórico, Cultural e Científico de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, através da lei 3.294/2024, de autoria da deputada estadual Elika Takimoto. A cerimônia de oficialização também marcou os 150 anos de sua fundação, e do Ensino Superior Civil de Engenharia, Ciências e Matemática, em 1874, após separação da Escola Central – ambas originárias da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho de 1792.

A sessão solene foi conduzida pela deputada estadual Elika Takimoto, também presidente da Comissão da Ciência e Tecnologia da Alerj. Para ela, o título é necessário e se trata de uma forma de reconhecer a importância que a Escola Politécnica teve, não só para o estado do Rio de Janeiro, como para o Brasil. “Esse título já deveria ter sido dado há muito tempo, mas isso também mostra a importância de pessoas sensíveis a isso, que compreendem a relevância da ciência e da tecnologia para o estado e para o desenvolvimento do país. Acho que a gente tem muito mais a contribuir nessa conjuntura do país, quando falamos de reindustrialização, de crescimento econômico novamente, e a Engenharia é parte fundamental nesse processo”, pontuou.

Na sequência, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, parabenizou a Escola Politécnica – que é a maior instituição federal de ensino de engenharia do Brasil e a mais antiga entre as unidades fundadoras da UFRJ, e agradeceu à Alerj pelo reconhecimento:

– A Escola Politécnica tem dado enormes contribuições para o desenvolvimento científico e desenvolvimento socioeconômico do nosso país, formando engenheiros de alto nível para todo o Brasil e também para o exterior. Além disso, cria e desenvolve conhecimentos que ajudam a nossa sociedade em novos produtos e serviços. A UFRJ agradece à Alerj por essa justa e bela homenagem.

Também compuseram o plenário a diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado; a diretora da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (Abenge), Adriana Tonini; o presidente do Clube de Engenharia, Márcio Girão; o professor emérito da UFRJ, Paulo Alcântara Gomes; e a presidente do Centro Acadêmico de Engenharia (CAEng), Camille Gonçalves.

“A engenharia é a força motriz do desenvolvimento econômico e social de qualquer país. E foi a Escola Politécnica que deu esse braço forte ao Brasil, formando engenheiros para construírem todas as bases da civilização brasileira. É motivo de orgulho pertencer a esta instituição longeva, onde se cultiva a riqueza de saberes, a capacidade intelectual e a inovação tecnológica, atendendo aos diversos desafios apresentados através dos tempos”, destacou a diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado.

Fotos da Sessão Solene – 25/04/2024

Vídeo da Sessão Solene, transmitida ao vivo pela TV Alerj

Referência no Ensino de Engenharia

Primeira escola de Engenharia das Américas, 7ª no mundo, a maior instituição federal de ensino de engenharia do Brasil e a mais antiga entre as unidades fundadoras da UFRJ, ao longo de sua trajetória, a Escola Politécnica foi responsável pela formação de gerações e mais gerações de engenheiros renomados. Grandes matemáticos, educadores, cientistas, intelectuais e artistas engrandeceram e refletiram sobre a ciência e a educação brasileira, entre eles: Júlio César de Melo e Sousa, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan (autor do livro “O homem que calculava”), Carmen Portinho e Lima Barreto. Além disso, também formou líderes políticos e sociais que pensavam no Brasil: André Rebouças, Paulo de Frontin, Amaral Peixoto, Hélio de Almeida e Pereira Passos.

Hoje, a instituição possui mais de 5 mil alunos entre os seus 13 cursos de graduação em Engenharia – a maioria com conceito máximo na Avaliação do MEC, e também figura entre as melhores escolas de engenharia em rankings nacionais e internacionais. Sua excelência também é indicada pelos prêmios acadêmicos que coleciona há décadas, pela relevância das pesquisas e dos projetos inovadores que se desenvolvem em seus laboratórios e, acima de tudo, pelo sucesso de seus alunos no mercado de trabalho.

Localizada na Cidade Universitária da Ilha do Fundão, a Escola Politécnica, junto com a Escola de Química (EQ), O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), o Instituto de Macromoléculas (IMA) e o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES), formam o Centro de Tecnologia (CT/UFRJ), onde se concentram todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão em engenharia da UFRJ.

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Escola Politécnica da UFRJ é declarada Patrimônio Histórico, Cultural e Científico de Natureza Imaterial do Estado do Rio

Publicado em: 15/04/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Primeira escola de Engenharia das Américas, 7ª no mundo, a maior instituição federal de ensino de engenharia do Brasil e a mais antiga entre as unidades fundadoras da UFRJ, a Escola Politécnica da UFRJ foi declarada na última terça-feira (2/4) como Patrimônio Histórico, Cultural e Científico de Natureza Imaterial do Estado do Rio de Janeiro, através da lei 3.294/2024, de autoria da deputada estadual Elika Takimoto. Este ano, a Politécnica da UFRJ também celebra 150 anos de sua fundação, e do Ensino Superior Civil de Engenharia, Ciências e Matemática, em 1874, após separação da Escola Central – ambas originárias da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho de 1792. A oficialização do reconhecimento está marcada para o dia 25 de abril, às 10h, no Palácio Tiradentes, sede da Alerj.

Ao longo de sua trajetória, a Escola Politécnica foi responsável pela formação de gerações e mais gerações de engenheiros renomados. Grandes matemáticos, educadores, cientistas, intelectuais e artistas engrandeceram e refletiram sobre a ciência e a educação brasileira, entre eles: Júlio César de Melo e Sousa, mais conhecido pelo pseudônimo Malba Tahan (autor do livro “O homem que calculava”), Carmen Portinho e Lima Barreto. Além disso, também formou líderes políticos e sociais que pensavam no Brasil: André Rebouças, Paulo de Frontin, Amaral Peixoto, Hélio de Almeida e Pereira Passos.

“Sempre fomos protagonistas no desenvolvimento de grandes projetos de engenharia e políticas públicas em prol da prosperidade econômica e bem-estar social. É motivo de orgulho pertencer a esta instituição longeva, onde se cultiva a riqueza de saberes, a capacidade intelectual e a inovação tecnológica, atendendo aos diversos desafios apresentados através dos tempos”, destacou a diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado.

Hoje, a instituição possui mais de 5 mil alunos entre os seus 13 cursos de graduação em Engenharia – a maioria com conceito máximo na Avaliação do MEC, e também figura entre as melhores escolas de engenharia em rankings nacionais e internacionais. Sua excelência também é indicada pelos prêmios acadêmicos que coleciona há décadas, pela relevância das pesquisas e dos projetos inovadores que se desenvolvem em seus laboratórios e, acima de tudo, pelo sucesso de seus alunos no mercado de trabalho.

“O projeto de lei que declara a Escola Politécnica da UFRJ patrimônio histórico, cultural e científico do estado busca reconhecer uma instituição histórica e referência no desenvolvimento da engenharia nacional. Essa iniciativa visa valorizar sua trajetória rica em fatos, feitos e personagens, além da importância da Escola para a vida pessoal e profissional de antigos e atuais professores e alunos”, avaliou a deputada estadual Elika Takimoto

Localizada na Cidade Universitária da Ilha do Fundão, a Escola Politécnica, junto com a Escola de Química (EQ), O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe), o Instituto de Macromoléculas (IMA) e o Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social (NIDES), formam o Centro de Tecnologia (CT/UFRJ), onde se concentram todas as atividades de ensino, pesquisa e extensão em engenharia da UFRJ.

Sua origem em 1792, num contexto fervilhante do século 18

A Engenharia brasileira nasceu em berço militar. Foi com o objetivo de construir fortificações que defendem a colônia, ainda tão vulnerável a ataques de outros povos e corsários, que a Coroa Portuguesa determinou que engenheiros estrangeiros começassem a ensinar técnicas de fortificações, matemática, ciências e artilharia a oficiais brasileiros.

Em 1810, com a presença da família real portuguesa na cidade do Rio de Janeiro, o ministro D. Rodrigo de Souza Coutinho, o Conde de Linhares, instituiu a Academia Real Militar. Ao longo dos anos, sofrendo diversas alterações no seu nome e na sua estrutura curricular, mas sempre contemplando os ensinamentos das engenharias militar e civil, essa sucessão finalmente deu origem, em 1874, à Escola Polytechnica, uma instituição civil pioneira no ensino de matemática, ciências e engenharia no Brasil. Por sua vez, em dois momentos posteriores, esta última também teve a sua denominação alterada, até resgatar, em 2003, o seu nome de origem. Assim, em linha direta e ininterrupta, a Escola Politécnica da UFRJ é sucessora da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho de 1792 e da Escola Polytechnica do Rio de Janeiro.

Da Casa do Trem (atualmente parte do Museu Histórico Nacional), a Academia Real Militar teve sua sede transferida, em 1812, para o Largo de São Francisco de Paula, ocupando o primeiro prédio construído no Brasil para abrigar uma Escola hoje dita superior. A Escola situada no Largo de São Francisco é considerada o “Berço da Engenharia Brasileira”, funcionando ali até 1966. Atualmente, o prédio está ocupado pelos Institutos de Filosofia e Ciências Sociais e de História da UFRJ.

O ensino nessa Escola abrangia três cursos distintos: um curso teórico de Ciências Matemáticas, Físicas e Naturais, um curso de Engenharia e Ciências Militares, e um curso de Engenharia Civil, voltado para as técnicas de construção de estradas, pontes, canais e edifícios, que era ministrado aos não-militares, ou seja, aos civis que frequentavam as aulas.

Em 1874, a Escola Central transferiu-se do Ministério do Exército para o Ministério do Império, e passou a ser denominada Escola Polytechnica, atendendo apenas alunos civis. Além de bacharéis em ciências e engenheiros civis, que já se formaram pela Escola Central, foram criadas novas especialidades de engenharia. Até meados do século XX, seus programas de ensino eram considerados padrões para todas as escolas de engenharia do país e, por sua influência, muitas são denominadas, até hoje, Escola Politécnica.

Em 1937, passou a se chamar Escola Nacional de Engenharia e, em 1965, já na Cidade Universitária, passou a se chamar Escola de Engenharia. Posteriormente, em 2003, voltou a se intitular Escola Politécnica, por ter sido esse o nome em que ela atingiu o apogeu de sua fama e prestígio, em que se tornou reconhecida no âmbito nacional e internacional.

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Concurso público para docentes na Escola Politécnica da UFRJ

Publicado em: 10/04/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Estão abertas até o dia 9 de maio as inscrições para o concurso público para magistério superior na Escola Politécnica da UFRJ. Serão oferecidas 14 vagas para professores de carreira na maior instituição federal de ensino de engenharia do Brasil e a mais antiga entre as unidades fundadoras da UFRJ.

Com sede no Centro de Tecnologia, na Ilha do Fundão, a Politécnica da UFRJ oferece 13 cursos de graduação em Engenharia, a maioria dos quais com a nota máxima (5.0) no Exame Nacional de Cursos do Ensino Superior (Enade). A instituição é reconhecida por sua excelência no ensino, através de constantes prêmios acadêmicos, e também por suas pesquisas e projetos inovadores que se desenvolvem em seus laboratórios e, acima de tudo, pelo sucesso de seus alunos no mercado de trabalho. O trabalho conjunto entre a graduação e pós-graduação resulta numa produção científica vultosa e altamente qualificada, veiculada em publicações nacionais e internacionais.

Os interessados em participar da seleção devem realizar as inscrições até o dia 9 de maio no site da Pró-Reitoria de Pessoal – PR4.

Abaixo, seguem os departamentos contemplados com vagas:

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Calouros de 2024.1 são recepcionados pela Escola Politécnica

Publicado em: 26/03/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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A Escola Politécnica da UFRJ, através de seus diretores, coordenadores de cursos e veteranos, recepcionou 433 novos alunos durante a programação da Semana de Acolhimento aos Calouros 2024.1, organizada pela Diretoria Adjunta de Políticas Estudantis (DAPE), em conjunto com toda a diretoria da Escola Politécnica.

Ao longo dos dias 18, 19 e 20 de março foram apresentados a eles toda estrutura de funcionamento da Escola Politécnica, centros acadêmicos, equipes de competição, empresa júnior e organizações estudantis, além dos programas de intercâmbio, o projeto CASA – iniciativa que propõe dar suporte aos alunos no desenvolvimento social, pessoal e emocional, por meio de orientação psicopedagógico e acolhimento psicossocial, e o Escritório de Carreira e Empreendedorismo, um serviço com o qual alunos e ex-alunos da Politécnica-UFRJ podem contar para construção de suas trajetórias profissionais.

Caloura de Engenharia Naval, a são-luisense Ingrid Cutrim considerou a programação do evento esclarecedora. “Achei as palestras bem explicativas sobre tudo que a universidade tem a nos oferecer, o que acho bem importante para quem está ingressando pela primeira vez numa instituição de ensino público e fica meio perdido. Gostei do acolhimento dos veteranos do meu curso também, desde as visitas que fizeram conosco até as brincadeiras de quebra-gelo. Foi uma semana em que aproveitei para conhecer melhor e pessoalmente todos os meus colegas de turma, já que vínhamos nos falando desde as primeiras chamadas do Sisu. Foi uma experiência boa e espero que continue sendo durante o curso”.

Já o calouro de Engenharia de Controle e Automação Leonardo Terres avaliou a recepção de forma positiva. “Foi essencial, tendo em vista que atrasa em apenas uma semana o início das aulas e abre a mente de muitos alunos que estão iniciando estudos de ensino superior. Isso facilita para o resto do período letivo. Gostei de ser recebido por diretores de várias áreas, dando a oportunidade de ouvirmos um pouco de tudo”. Outro calouro que também compartilha da mesma experiência é Nicholas Carrara, do curso de Engenharia de Materiais: “Achei bem informativa. Estou bem animado com o curso e espero um grande crescimento como pessoa e profissional”.

Natural de Ilhéus (BA), a caloura de Engenharia Metalúrgica, Tâmara Costa, entende que a vivência na semana foi bem diferente de qualquer outra coisa. “A quantidade de informações, o contato com empresas, equipes de competição e novas tecnologias, tudo contribuiu para compreensão da engenharia como um todo. A Escola Politécnica em pouco tempo de integração proporcionou um ambiente rico em conhecimento vindo de todas as partes, de pessoas de todas as idades. Não vejo a hora de descobrir tudo que ela é capaz de oferecer ao longo dos cinco anos de curso”.

Mais informações sobre a Semana podem ser conferidas em: www.calouros.poli.ufrj.br.

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Escola Politécnica e Fluxo Consultoria unem forças para o maior evento de carreira e networking do ano

Publicado em: 20/03/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Os estudantes universitários da Escola Politécnica da UFRJ já podem se preparar para o maior evento de carreira e networking deste ano. Isso porque a Escola Politécnica da UFRJ e sua empresa júnior Fluxo Consultoria vão unir os seus principais encontros anuais: XIX Semana Fluxo e 5ª Feira de Carreiras da Escola Politécnica. As atividades acontecem nos formatos presencial de 1º a 4 de abril, e on-line no dia 5 de abril.

Mais de 15 empresas já confirmaram presença no evento – que tem a expectativa de receber um público de cerca de 4 mil pessoas. Entre algumas das empresas participantes estão Baker Hughes, Banco BOCOM BBM, Boston Consulting Group (BCG), Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Eneva, Ernst & Young (EY), Icatu, Moove, PRIO e White Martins.

A edição deste ano terá o tema “Qual o seu papel na construção do futuro?”, com o objetivo de refletir sobre o papel do Engenheiro nos próximos anos. A partir disso, toda a programação está sendo montada com palestras e workshops alinhados a quatro dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, sendo eles: Energias Renováveis; Igualdade de Gênero; Inovação e Infraestruturas; e Trabalho Digno e Crescimento Econômico.

O evento é coordenado pela diretora-adjunta de Carreira e Empreendedorismo da Escola Politécnica (DACE) e também coordenadora geral de gestão da Fluxo Consultoria, Alice Ferruccio, e por membros da Fluxo. Juntos, eles estão organizando uma semana de grandes oportunidades para estudantes que buscam estágios e vagas de trainee; de contato direto com dezenas de grandes empresas; de conhecimento sobre a realidade do mercado e as possibilidades existentes para futuros profissionais da engenharia e demais áreas.

“Teremos uma grande mobilização de estudantes do Centro de Tecnologia e de outras unidades da UFRJ, interessados na construção e na busca de conhecimento, networking e em se aproximarem destas grandes empresas. Reforçamos o convite para que todos compareçam neste que será o maior evento de carreiras da UFRJ”, convida Alice Ferruccio.

Também está previsto para o hall do bloco A do Centro de Tecnologia e para o hall do auditório Horta Barbosa a instalação de estandes de empresas onde os estudantes poderão tirar dúvidas, obter informações sobre seus respectivos processos seletivos, além de poderem participar de atividades interativas.

Mais informações sobre o evento estão disponíveis no site e na página do Instagram.

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Aula inaugural da pós-graduação da Escola Politécnica recebe a presidente da Capes e discute inovação e internacionalização dos cursos no país

Publicado em: 13/03/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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O tema “Os desafios da inovação e internacionalização da pós-graduação brasileira” foi abordado pela presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e também ex-reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, em aula inaugural dos cursos de pós-graduação da Escola Politécnica, realizada na tarde do dia 8, no auditório André Rebouças, no Centro de Tecnologia da UFRJ.

A abertura do evento contou com a participação da diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado, da diretora da Escola de Química, Fabiana Fonseca, e dos coordenadores do Programa de Engenharia Ambiental (PEA), Ana Lúcia Nazareth, do Programa de Projetos de Estruturas (PEE), Júlio Jerônimo, e do Programa de Engenharia Urbana (PEU), Júlio Boscher.

Inicialmente, a diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado, deu as boas-vindas à presidente da Capes, e também apresentou alguns projetos de destaque vinculados à pós-graduação. “Além dos três programas (PEA, PPE e PEU), que estão avançando a cada ano, temos o PRH-17 da Engenharia Ambiental na Indústria de Petróleo, coordenado pelo professor George Brigagão, que foi prêmio Capes 2020. Outro projeto importante é o de modernização das engenharias, viabilizado através do edital Capes-Fulbright, que prevê a interação com instituições renomadas de ensino dos EUA”, destacou a diretora.

Na sequência, a presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, apresentou dados sobre o cenário brasileiro e mundial quanto à produção científica acadêmica. De acordo com a Web of Science 2013-2018, no Brasil, 95% dos trabalhos acontecem em instituições públicas, sendo que apenas 15 universidades centralizam 60% dessa ciência, entre elas: USP, Unesp, Unicamp, UFRJ, UFRGS, UFMG, Unifesp, UFPR, UFSC, UFPE, Unb, UERJ, UFScar, UFV, e UFSM. No mundo, a área de maior produção científica é a área da Engenharia, sendo ela responsável também pelo primeiro lugar no Brasil, o que demonstra o potencial do país na produção de conhecimento na área das Engenharias.

De acordo com a presidente da CAPES, nenhum país no mundo, nem aqueles que têm maiores índices educacionais desenvolveram-se de forma sócio econômica, sem que haja inovação e questionou:

– Mas o que falta no Brasil é a modernização das universidades, a geração de conhecimento, ou é o melhor investimento nas instituições, que tem capacidade instalada para gerar mais conhecimento, se associar em ecossistema com empresas de base tecnológica para passar de uma economia extrativista para uma economia diferente dessa que conhecemos hoje?

Para a ex-reitora da UFRJ, além de inovar, a mobilidade de estudantes de graduação e de pós-graduação é vista como fundamental nesse processo. “Nós precisamos começar a internalizar mais a ciência internacional. A gente precisa fazer com que estrangeiros venham para o Brasil participar das atividades de produção do conhecimento. Vamos trabalhar nos próximos anos para que possamos aumentar a mobilidade entre universitários”, concluiu a ex-reitora, que reconhece que ainda existe um fluxo maior de brasileiros para o exterior, do que o contrário.

De acordo com a coordenadora do PEA, Ana Lúcia Nazareth, o programa tem incentivado ações de internacionalização através de parcerias com instituições públicas e privadas nacionais e internacionais, com o objetivo de potencializar os financiamentos e intercâmbios de conhecimentos. “O processo de internacionalização do PEA/UFRJ foi iniciado através de ações individuais do seu corpo docente e vem tomando forças em escala institucional através da implementação de acordos formais entre o Programa de Engenharia Ambiental e instituições internacionais”, destacou a coordenadora.

Ela explica que dentro dos planos de ação com foco na inovação e internacionalização estão fomentar projetos de pesquisa, seminários, intercâmbios de pós-graduandos e professores, além de publicações com parceiros internacionais; articular políticas acadêmicas internacionalmente reconhecidas; oferecer disciplinas também em inglês e buscar o recrutamento de discentes e pesquisadores de pós-doutorado de fora do país.

Segundo o coordenador do PPE, Júlio Jerônimo, o acervo das dissertações já defendidas no programa indicam um alto padrão de qualidade e grande diversidade, obrigatoriamente com aspectos de inovação em seu campo de pesquisa, cobrindo os mais variados aspectos de Engenharia de Estruturas. “Outro aspecto de constante atenção no PPE é a busca de parcerias no exterior e o envio dos discentes para instituições de ponta fora do Brasil, para complementação de seu conhecimento”, pontuou.

Para o coordenador do PEU, Júlio Boscher, o processo de internacionalização é fundamental, pois proporciona aos pesquisadores da UFRJ aprender com parceiros de outros países que enfrentam desafios semelhantes. “Além disso, diversas soluções propostas podem também ser difundidas internacionalmente, pois as características das cidades brasileiras, principalmente grandes centros, são muito distintas e peculiares em relação a muitos países desenvolvimento de pesquisa avançado. Nesse sentido, o fomento à inovação e ao uso eficiente dos nossos recursos materiais e humanos são fundamentais para o desenvolvimento de cidades mais sustentáveis”, disse.

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Escola Politécnica coordena projeto de transformação de mais de 1,5 toneladas de resíduos orgânicos em energia limpa

Biodigestor instalado no CIEP Mané Garrincha, em Magé, produzirá biogás para ser utilizado como gás de cozinha e biofertilizante em horta da escola.
Publicado em: 13/03/2024 Escola Politécnica da UFRJ
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Pesquisadores, professores e alunos de graduação de diferentes unidades da UFRJ deram início a instalação de um biodigestor no CIEP Mané Garrincha, em Magé, com o objetivo de implementar uma solução de reaproveitamento de mais de 1,5 toneladas de resíduos orgânicos gerados pela escola anualmente. O equipamento, que começará a operar em meados de abril, será capaz de produzir energia limpa, biogás para ser utilizado como gás de cozinha e biofertilizante para a horta da escola. O projeto “Vamos dar um Gás” foi criado pelo Luppa – Liga pela Universalização da Participação em Políticas Públicas Ambientais, e conta com recursos do Parque Tecnológico da UFRJ.

A Escola Politécnica da UFRJ será responsável pela coordenação e manutenção das atividades. Já a Escola de Química avaliará o processo de biodigestão através de ensaios de laboratório para avaliação de parâmetros físicos, químicos e biológicos. O Instituto de Pesquisa de Produtos Naturais Walters Mors (IPPN/CCS), ficará responsável pelas análises por ressonância magnética nuclear e espectrometria de massas para acompanhamento da biodigestão.

A operação do biodigestor será realizada por uma equipe de professores e alunos responsáveis na escola estadual, que serão capacitados pela comunidade acadêmica. Com a experiência adquirida, será possível adaptar essa solução para a instalação em residências da comunidade local, considerando as realidades e estimulando o empreendedorismo sustentável para os agentes envolvidos.

“Esse é o papel da extensão universitária, levar melhorias para a comunidade. Vamos dar um gás é um projeto que vai além da geração de gás para a escola, trata-se de um laboratório para os estudantes aprenderem novos conceitos para complementar sua formação individual e para a transformação da comunidade onde vivem. O biodigestor é mais um elemento de sustentabilidade para o CIEP 441 que é um exemplo na área ambiental para a formação dos estudantes”, destacou a professora da Escola Politécnica da UFRJ e também coordenadora do projeto, Monica Pertel.

Confira a lista de integrantes do projeto:

Politécnica-UFRJ

Alice Werneck Pavlova
Bárbara Gringberg Lauria
Danielle de Oliveira Felix Freitas
Elayne Silva Correia de Araújo
Fernanda Fidalgo Santoro
Flora Bessa Garcia
Gabriele Araujo Nogueira
Gyovanna Oliveira dos Santos
Jessica dos Santos Cugula
João Victor Lessa da Silva
João Vitor Mendes Marques de Oliveira
Júlia da Silva Evangelista
Laura Ribeiro Fernandes do Rosário
Leonardo Mangia Rodrigues
Lucas Pereira da Silva
Matheus Francisco Germano de Paula
Monica Pertel (coordenadora do projeto)
Raíssa André de Araújo
Samuel Andrade Pinto

CCS/UFRJ
Lidia Moreira Lima
Luzineide W. Tinoco

DCFar/ICBS/UFRRJ
Renata Barbosa Lacerda

IPPN/CCS/UFRJ
Fernanda Gadini Finelli

EQ/UFRJ
Felipe Sombra dos Santos

COPPE/UFRJ
Artur Souza e Silva
Luíza Santana Franca

IF/UFRJ
Elvis Brito Rodrigues
Giovanni de Lima Gonçalves Saisse
Isabelly Sant’Anna de Oliveira

ESS/UFRJ
Suzie Chê

Ciep 441 Mané Garrincha
Alexandre Magno de Souza Almeida
Vanessa Mattos Pires Couto