Notícias

Anunciados os projetos contemplados no edital do CIP

Publicado em: 24/09/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Atualizado no dia: 07/10/2021

Professores responsáveis pelos projetos selecionados comentam os impactos em seus laboratórios  
Entre as propostas selecionadas está o projeto para Reativação e Modernização Laboratório Didático de Mecânica dos Fluidos

A Escola Politécnica da UFRJ divulgou, no dia 24 de setembro, o resultado com os selecionados no edital para projetos apoiados por recursos do Custo Indireto de Projetos (CIP). Do total de projetos inscritos, 11 foram considerados aptos e dividirão o recurso de cerca de R$ 650 mil para modernização e inovação de Laboratórios de Informática da Graduação e de Laboratórios Didáticos da Graduação, vinculados à Escola.

Cada proposta foi avaliada por uma comissão julgadora, que analisou, entre todos os critérios, as etapas de execução do projeto e potencial de impacto dos resultados na vertente do Ensino, Pesquisa e Extensão, e do desenvolvimento institucional, científico e tecnológico e de inovação da Escola Politécnica. Integraram a comissão os professores Suzana Borschiver, da Escola de Química da UFRJ; Joaquim Fernando Mendes da Silva, do Instituto de Química da UFRJ; Aline Calazans Marques, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ; Daniel Serrão Schneider, do NCE da UFRJ e Mauricio Pamplona Pires, do Instituto de Física da UFRJ. 

“Foi uma grata surpresa termos atingido um número tão expressivo de projetos aprovados neste primeiro edital para projetos apoiados por recursos do CIP. As propostas envolveram a  maioria dos Departamentos da Escola, sendo a metade submetida à Faixa B, de até R$ 91 mil. Sem dúvida, propiciarão uma significante contribuição, já que os laboratórios são usados para o ensino e a pesquisa dos alunos da Politécnica”, avaliou o diretor adjunto de Pós-Graduação da Politécnica, prof. Márcio Nogueira de Souza.

Um dos contemplados, o chefe do Departamento de Engenharia Industrial, professor Amarildo Fernandes, avaliou que com a implementação do projeto pretende-se alcançar resultados ainda mais positivos para facilitação dos processos pedagógicos de cursos e disciplinas no contexto deste departamento.

“A otimização do tempo do trabalho de professores e alunos, os trabalhos de campo, assim como, as pesquisas e seus ferramentais, ganham uma abordagem diferenciada e inovadora, permitindo a organização de material em plataformas múltiplas onde o mesmo assunto pode ser apresentado com recursos, formas e abordagens pedagógicas distintas, transpondo barreiras da língua (pela possibilidade de inserção de legendas), das linguagens (pela exploração criativa de formatos de edições) e dos territórios (dada a extrapolação de acesso pelas redes sociais). Desta forma, cria-se um meio de melhoria da qualidade para todos os projetos pedagógicos, de pesquisa, graduação, pós e extensão, ampliando a capacidade de atendimento às novas demandas da era digital, contribuindo de forma mais intensa ao aprendizado e com maior participação docente e discente no desenvolvimento das atividades educacionais, avaliou.”

Já a professora Lilian Carvalho, do Departamento de Engenharia Elétrica, contemplada com o projeto “Laboratório de Controle e Automação 4.0: aplicando os fundamentos da Indústria 4.0 no ensino remoto”, comentou que o novo laboratório permite a pesquisa e o ensino de novas tecnologias associadas à Indústria 4.0 e à modernização das ementas de diversas disciplinas existentes, além da criação de novas disciplinas. 

“Todas essas disciplinas teriam forte viés prático, possibilitando que os alunos aprendam colocando em prática o conhecimento teórico adquirido com uma aprendizagem maker, ou seja, com o aluno desenvolvendo projetos por eles mesmos criados, seja em um ambiente virtual, utilizando os gêmeos digitais, ou real, utilizando as plantas existentes no laboratório. Esse tipo de abordagem de ensino, além de ser mais atrativo para os estudantes, reduzindo a evasão escolar, permite na atual situação de pandemia de COVID-19 que o aluno possa utilizar a planta mecatrônica sem que seja necessário estar no laboratório”, disse a professora.

O professor Afonso Araújo, do Departamento de Recurso Hídricos e Meio Ambiente, também celebrou o investimento de cerca de R$ 70 mil: “Os recursos do edital CIP chegam em momento oportuno, com o departamento envolvido em um esforço de modernização do curso de Engenharia Ambiental, onde a prática de laboratório tem enorme potencial de contribuir com formas de aprendizado mais robustas e eficazes, alinhadas com diversos aspectos atualmente desejados, com experimentos presenciais e virtuais, vídeo aulas entre muitas outras práticas. Os recursos são significativos e representam um esforço institucional importante. Que venham outros recursos, como programas de bolsas de monitoria, recursos anuais para manutenção e processos de avaliação”.

Relação das propostas contempladas pelo Primeiro Edital POLI Nº 481/2021 para Projetos Apoiados por Recursos do Custo Indireto de Projetos (CIP):

Proposta: Recuperação do Laboratório de Informática da Graduação do curso de Engenharia Nuclear – Departamento de Engenharia Nuclear – Departamento de Engenharia Nuclear

Proponente: Prof. Ademir Xavier da Silva

Departamento: Departamento de Engenharia Nuclear (DEN)
Faixa: A

Valor: R$ 33.480,00

Proposta: Oficina de estudo e desenvolvimento nas áreas de circuitos magnéticos, conversão eletromecânica de energia, eletrônica de potência e controle

Proponente: Prof. Elkin Ferney Rodriguez Velandia

Departamento: Departamento de Engenharia Elétrica (DEE)

Faixa: A

Valor: R$ 49.340,00

Proposta: Modernização das Estações de Trabalho do LADEG

Proponente: Prof. Julio Cesar Boscher Torres

Departamento: Departamento de Expressão Gráfica (DEG)

Faixa: A

Valor: R$ 48.624,00

Proposta: Laboratório de Controle e Automação 4.0: aplicando os fundamentos da Indústria 4.0 no ensino remoto

Proponente: Prof.ª Lilian Kawakami Carvalho

Departamento: Departamento de Engenharia Elétrica (DEE)

Faixa: A

Valor: R$ 42.723,00

Proposta: Projeto para Reativação e Modernização Laboratório Didático de Mecânica dos Fluidos 

LEMF

Proponente: Prof. Afonso A. M. de Araujo

Departamento: Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Drhima)

Faixa: B

Valor: R$ 73.710,00

Proposta: Modernização de um laboratório para aprendizagem ativa com uso de impressão 3d nos cursos de engenharia da Escola Politécnica da UFRJ

Proponente: Prof. Bruno da Fonseca Monteiro

Departamento: Departamento de Expressão Gráfica (DEG)

Faixa: B

Valor: R$ 73.650,00

Proposta: O Ensino da Engenharia Mecânica no Contexto da Indústria 4.0: Uma Abordagem Fundamentada na Aprendizagem Baseada em Projetos através da Plataforma Digital 3DEXPERIENCE

Proponente: Prof. Daniel Onofre de Almeida Cruz

Departamento: Departamento de Engenharia Mecânica (DEM)

Faixa: B

Valor: R$ 59.648,00

Proposta: Projeto para Modernização e Inovação do Laboratório Didático da Graduação de Redes de Computadores

Proponente: Prof. Miguel Elias M. Campista

Departamento: Departamento de Engenharia Eletrônica e de Computação (DEL)

Faixa: B

Valor: R$ 51.102,00

Proposta: Projeto Estúdio de Gravação LIGPRO/DEI para apoio a Melhoria das Atividades Pedagógicas Presenciais, Síncronas e Assíncronas.

Proponente: Prof. Amarildo da Cruz Fernandes

Departamento: Departamento de Engenharia Industrial (DEI)

Faixa: C

Valor: R$ 56.786,00

Proposta: Construção do LIG da Engenharia de Petróleo – Sala D-118

Proponente: Prof. Ilson Paranhos Pasqualino

Departamento: Departamento de Engenharia Industrial (DEI)

Faixa: C

Valor: R$ 81.236,00

Proposta: Projeto de Recuperação e Modernização Parcial/ Inicial (fase 1) da ‘Sala do Futuro’ (I105), Laboratório de Informática da Graduação (LIG) do Departamento de Engenharia Industrial (DEI) da Escola Politécnica da UFRJ

Proponente: Prof. Renato Flórido Cameira

Departamento: Departamento de Engenharia Industrial (DEI)

Faixa: C

Valor: R$ 78.206,00

Notícias

Seminário aborda aspecto sociológico dos desastres naturais

Publicado em: 13/09/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Promovido pela Escola Politécnica, o evento contará com a participação de palestrantes da Brasil, França e Alemanha

De acordo com relatório da Organização Meteorológica Mundial (OMM), o número de desastres associados a ameaças naturais e socioambientais no mundo aumentou nos últimos 50 anos, chegando à marca de mais de 11 mil, e a expectativa não é boa para os próximos anos. A organização estima que em 2030, o número de pessoas atingidas por este tipo de desastre pode aumentar em 50%, o que gera uma urgência no desenvolvimento de iniciativas mais efetivas de combate ao problema pelos governos e sociedade em geral.

É com este objetivo de estimular o debate sobre a redução de desastres que a Escola Politécnica da UFRJ promoverá no dia 1º de outubro, das 10h às 13h, o “Seminário Internacional: Sociologia Pragmática das Transformações em Diálogo – Riscos e Desastres no Brasil Contemporâneo”.

Deslizamento em Niterói, 2010

Entre os participantes estão Francis Chateauraynaud, professor e pesquisador na École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS), em Paris, e coordenador do Grupo de Sociologia Pragmática e Reflexiva (GSPR) da EHESS; David Stevens, ex-membro do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), tendo sido coordenador da agenda climática e redução do risco de desastres; Carlos Machado de Freitas, pesquisador da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz (Ensp/Fiocruz); Fabrício Mello, pesquisador da Universidade de Vila Velha; e Cláudia Morgado, diretora da Escola Politécnica da UFRJ.

“Desastres socioambientais históricos, como aqueles ocorridos recentemente no Brasil, associados a deslizamentos, inundações, rupturas de barragens, incêndios florestais entre outros, expõem realidades que evidenciam a importância de se considerar os aspectos e as dinâmicas sociais nesta temática. Ao trazer a abordagem sociológica dos desastres para a Escola Politécnica, o evento promove uma costura interdisciplinar entre as ciências exatas e sociais, essencial para o desenvolvimento científico e tecnológico no sentido de se construir políticas de gestão de riscos mais eficientes”, explica o professor do Departamento de Construção Civil da Politécnica-UFRJ Marcos Barreto de Mendonça, que organiza o evento juntamente com a professora Teresa da Silva Rosa da Universidade de Vila Velha.

A transmissão será pela plataforma Zoom, com tradução simultânea em português e francês. Acompanhe o site e as redes sociais da Politécnica-UFRJ, pois em breve, será divulgado como acessar o evento.

Livro com foco em desastres

Lançado em maio deste ano, o livro “Sociologia Pragmática das Transformações em Diálogo – Riscos e Desastres no Brasil Contemporâneo” será apresentado e detalhado ao público durante o Seminário. A publicação é fruto do encontro internacional “Colóquio Franco-Brasileiro sobre Riscos e Desastres”, realizado em 2019, no Espírito Santo, que apontou a pertinência de um livro voltado para o assunto desastres.

“A publicação tem um escopo interdisciplinar, focando no estudo das vulnerabilidades da sociedade contemporânea frente às ameaças socioambientais que dão origem a situações de desastres e nas experiências para seu enfrentamento”, resume o professor Marcos Barreto de Mendonça.

Notícias

Entrevista com CAEL, PEL/IAS e SENEL: foco na Engenharia Elétrica

Publicado em: 13/09/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

De uma conversa com Rafael Almeida, coordenador da Confraria Acadêmica da Engenharia Elétrica (CAEL), surgiu a proposta desta entrevista com ele e representantes de outras duas organizações para apresentar a atuação e o pensamento de grupos que reúnem estudantes da Engenharia Elétrica. 

Além da perspectiva da CAEL, a entrevista a seguir traz pontos de vista de Hector Trubat, vice-coordenador geral da Semana de Engenharia Elétrica (SENEL) e de Fábio Alves, presidente do Capítulo Estudantil PELS/IAS da UFRJ (PELS/IAS).   Eles comentam sobre as inquietações dos estudantes com a necessidade de atualização do currículo do curso em função das transformações no setor de energia e enfatizam a importância da participação do estudante em equipes, entre outros temas.

A CAEL foi criada em 2017 e desde maio do ano passado conta com Rafael Almeida, Gabriela Lemos e Guilherme Madureira cuidando dos interesses dos alunos junto ao departamento e à direção da Escola Politécnica, interagindo com o CAENG e na atenção voltada ao acolhimento aos calouros.

Já o PELS/IAS reúne os capítulos de Eletrônica de Potência e de Aplicações Industriais do Ramo Estudantil do Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (IEEE) da UFRJ. Foi criado no fim de 2019 e conta com 25 membros, da graduação e pós-graduação,  incluindo alguns professores, que atuam com o objetivo final de divulgar e fomentar a eletrônica de potência. Conta com uma coordenação geral e coordenações de Projetos, de Atividades Acadêmicas e de Marketing.

A SENEL nasceu em 2004, passou por um período de inatividade a partir de 2013 e retornou com força em 2018. Além da realização da edição anual da Semana de Engenharia Elétrica UFRJ, promove visitas técnicas, simpósios, minicursos, entre outros eventos, com foco nos temas e tendências do mercado de trabalho. A equipe conta com a orientação do professor Robson Dias, do Departamento de Engenharia Elétrica (DEE) e, durante a pandemia, conta com as coordenações Geral, Marketing, Programação, Logística, Financeiro, Parcerias e Site. 

Na Semana de Acolhimento aos Calouros de 2020.2, a CAEL convidou a SENEL e  PELS/IAS para participarem da recepção virtual aos ingressantes. Surgiu uma boa interação? 

Rafael (CAEL):  Assim que fomos convidados para nos apresentarmos para os calouros, pensamos em chamá-los porque a nossa experiência à frente da CAEL ainda era pequena e não teríamos muito o que falar. Achamos mais importante eles apresentarem o trabalho que fazem aos calouros.

Fábio (PELS/IAS):  Olha, já havia uma proximidade grande entre SENEL e PELS/IAS, sempre nos apoiamos.  O PELS/IAS é mais específico, a SENEL é mais geral, abrange públicos e assuntos mais diversos que nós. Tem assuntos que para o PELS não seria possível chegar. Então vejo que tem muito espaço e sentido num trabalho conjunto, complementar.  Também com a CAEL, temos que caminhar e buscar aproximação e sinergia. Coincidentemente, amigos meus de curso criaram a confraria.

Hector (SENEL): Acreditamos que estas organizações são extremamente importantes para o complemento da formação acadêmica da Engenharia Elétrica. Cada uma com sua função e com o objetivo comum de tornar acessível o estudo da Engenharia Elétrica e o conhecimento do setor e suas tecnologias, tornando a graduação mais completa. Nada é tão bom que não possa ser melhorado. Nós estamos inseridos em um ambiente muito propício à inovação e à geração de ideias e, claro, alguns pontos podem ser aperfeiçoados e melhorados.

Como a pandemia afetou as atividades da sua organização?

Rafael (CAEL): Nós já começamos durante a pandemia, então tudo que nós fizemos foi a distância.

Fábio (PELS/IAS): Podemos dizer que o capítulo nasceu junto com a pandemia. Antes da quarentena começar, tivemos um evento presencial com um professor internacional visitando a UFRJ, e algumas reuniões gerais do capítulo. Mas com a pandemia, a maioria das atividades das coordenações foi desenvolvida remotamente. O remoto é o nosso “normal”. A grande mudança ocorrerá quando voltarmos ao presencial.

Hector (SENEL):  A pandemia pegou todos de surpresa e foi o momento da equipe se reinventar. Com certeza a equipe já estuda um meio de tornar acessíveis os conteúdos da SENEL quando as atividades voltarem para o modelo presencial. Um ponto que pode ser destacado é a quantidade de membros que cada evento demanda. Enquanto no presencial eram precisos três membros por atividade, no modelo on-line são necessários pelo menos quatro membros em cada apresentação para que o evento seja realizado com qualidade. Mas o remoto trouxe vantagens, além de alcançarmos estudantes de outras instituições, contamos com palestrantes de outros estados.  Dá para trazer mais temas para os alunos da Elétrica. Já estamos pensando como vamos articular essa nova demanda quando o evento voltar a ser presencial. Uma vez que alcançamos outros estados, não dá para deixar isso de fora. Quanto mais diversificado, com mais temas, mais conhecimento compartilhamos.

Quais acreditam ser as inquietações atuais dos alunos da Elétrica? 

Rafael (CAEL): Acho que uma das maiores preocupações dos alunos é a falta de professor no departamento, pois as turmas acabam ficando lotadas e muitos alunos ficam sem vagas. E com isso temos poucas opções de disciplinas optativas também.  Outro problema é o baixo número de bolsas de IC. Com a situação atual do Brasil, cada vez mais alunos estão tendo que procurar alguma forma de renda para se manter na universidade.

Fábio (PELS/IAS):  Acho que além das dificuldades clássicas – cálculos e as físicas, que pegam quase todos e me pegou também – penso que o principal ponto para os alunos da Engenharia Elétrica é a modernização que está acontecendo na área e como a faculdade vai abraçar essa modernização rápida. A Engenharia Elétrica está num ponto de virada muito grande com a entrada em cena das energias renováveis e novas tecnologias. Tem o aquecimento global, a crise hídrica… Tem muita coisa acontecendo e creio que os estudantes ficam apreensivos de como isso vai refletir no ensino da graduação. Quando estava me formando, estava começando essa virada de chave das renováveis, mas agora já é outro ponto, como embarcar nessas mudanças dentro do ensino de graduação? Mas entendo que há um quadro difícil por conta da redução dos investimentos no ensino e dos cortes na área de educação.

Rafael (CAEL): O que respondi casa com o que o Fábio aponta. Não tem como ter atualização do curso se tem pouco professor.  Se os professores ficam sobrecarregados de turma e de alunos, eles não têm tempo de pensar em reforma curricular. No passado, o coordenador chegou a comentar com a representante discente anterior a mim, a intenção de atualização do currículo, mas é difícil avançar. 

Hector (SENEL): Acreditamos que a principal inquietação dos alunos é a entrada para o mercado de trabalho. Para ser mais específico, a sensação de estar preparado para fazer parte das empresas. Além disso, há sempre a discussão para saber se o mercado de trabalho para o engenheiro eletricista está aquecido e se será possível encontrar um estágio que esteja dentro das normas estabelecidas pela UFRJ e que agregue conhecimento aos alunos.

Rafael (CAEL): Em relação a estar preparado para o mercado, os alunos se ressentem de pouca ênfase na questão da programação. Só temos duas matérias no ciclo básico e os alunos têm de procurar fora porque é muito importante para entrar no mercado.

Hector (SENEL): Isso, programação é uma habilidade que o mercado cada vez mais pede e a faculdade teria de investir nisso.

Como é o processo para ingressar nas organizações que representam? Algum em breve?

Rafael (CAEL):  Não temos processo seletivo exatamente. Pretendemos organizar um estatuto, convocar os interessados em participar e convocar eleição. 

Fábio (PELS/IAS): Possivelmente teremos um novo processo seletivo no ano que vem. A procura não é grande como em outras equipes e grupos que existem na faculdade, pois a eletrônica de potência é um nicho dentro da Elétrica, e normalmente só se toma conhecimento desta área no fim do curso. Esta é uma das principais dificuldades do capítulo. 

Hector (SENEL): No momento, está sendo avaliado a abertura de um novo processo seletivo para compor a equipe do 2° semestre letivo de 2021. É realizada uma entrevista com todos os interessados para que seja explicada a dinâmica da SENEL e para que a equipe conheça os objetivos de cada um. 

Qual o principal ganho para os estudantes que participam de organizações como essas que representam? 

Rafael (CAEL): Participar da confraria é ótimo para ter contato com o corpo discente, com os docentes e alunos de outras confrarias. É uma ótima oportunidade de ajudar os alunos a não passarem pelos problemas que você enfrentou. Também ajuda a entender melhor toda a burocracia que existe na UFRJ, as congregações e resoluções que definem a vida de todos os alunos da faculdade.

Fábio (PELS/IAS):  No nosso caso, o ganho de conhecimento técnico próprio da área de Engenharia Elétrica e Eletrônica de Potência, como hard skills.  E tem todo um aprendizado de soft skills, que é aprender a trabalhar em grupo, a correr atrás do seu projeto ou ideia. E o que talvez seja o mais importante é o networking. Conhecer pessoas é tão importante como o diploma. Temos contato com capítulos no Brasil e no mundo todo, com professores de outros países. O nosso foco é mais acadêmico, mas os membros têm uma vivência prática também importante na realização e divulgação das atividades. 

A coordenação de Marketing, por exemplo, passa para o membro algumas importantes habilidades: condensar ideias complexas em poucas palavras, de forma a ser compreensível a uma pessoa de fora da área ou a um possível comprador/contratante, a vender a ideia de maneira gráfica, e não só técnica. O grande defeito do engenheiro é só se concentrar na parte matemática e técnica, e a coordenação de Marketing vem exatamente para criar a habilidade de se comunicar com pessoas de dentro e fora da área de conhecimento.

Hector (SENEL):   Trabalho em equipe, conhecimento dos assuntos importantes do setor, networking, organização, comunicação, liderança e tomada de decisão. Essas são algumas das experiências adquiridas pelos membros da SENEL. São habilidades importantes que agregam muito valor em processos seletivos e para crescimento profissional.

Tenho uma visão de que as três organizações têm o mesmo objetivo que é melhorar a experiência dos estudantes na passagem pela universidade. Participar de uma das três, ou de outras organizações semelhantes, proporciona o sentimento de estar contribuindo, participando. Traz sensação de pertencimento.

Gostariam de sugerir ou falar de algum outro tema não mencionado?

Rafael (CAEL): Queria dizer que achei muito interessante participar dessa entrevista. No momento em que vivemos, dar espaço para os alunos mostrarem o que pensam, é muito valioso.

Fábio (PELS/IAS): Aproveitando o tema da conversa, queria dizer que é muito proveitoso para os alunos de graduação se engajarem em organizações como as nossas, nas equipes de competição, aproveitar os laboratórios. Há muitas oportunidades de aprendizado além das salas de aula. 

Hector (SENEL): Também gostaria de reforçar para os alunos se engajarem nas organizações, sejam as nossas, outras e as equipes de competição. Participar delas pode valer mais que um CR alto. Estudar é muito importante, mas as empresas ao recrutarem querem saber das nossas habilidades, como nos saímos em situações difíceis. E se enturmar no Bloco H traz um crescimento que só a sala de aula não dá. 

Notícias

Semana da Saúde Mental: está difícil, mas podemos melhorar!

Publicado em: 13/09/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Na semana de 27 de setembro a 1° de outubro, o CASA Virtual – Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico (Politécnica-UFRJ, Escola de Química e Centro de Tecnologia) realiza a Semana da Saúde Mental, com o tema “Está difícil, mas podemos melhorar”. No mês de conscientização da prevenção ao suicídio, o evento pretende discutir de forma leve assuntos relacionados à manutenção da saúde mental, além de possibilitar um espaço seguro de acolhimento aos alunos.

A maioria das transmissões será ao vivo, no canal da Escola Politécnica da UFRJ no YouTube. Rodas de conversa com psicólogos do CASA Virtual, aula de yoga e oficina sobre a prática de mindfulness são algumas das atividades que o público pode esperar.

Acompanhe as redes sociais da Politécnica-UFRJ para receber atualizações sobre o evento!

Notícias

Encontro Regional vai discutir os rumos do ensino em Engenharia no país

Publicado em: 13/09/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Organizados pela Politécnica-UFRJ, Escola de Engenharia da UFF e CEFET-RJ, o I Encontro Regional de Educação em Engenharia do Rio de Janeiro e o II Seminário de Educação em Engenharia da Politécnica-UFRJ têm início nesta segunda-feira e vão até o dia 17 de setembro.

A programação do evento, on-line e gratuito, contará com mesas-redondas sobre métodos inovadores de ensino, tendências pós-pandemia da educação em engenharia e avaliação dos cursos e instituições de engenharia. Podem participar estudantes, professores, profissionais da área e demais interessados na temática.

A abertura do evento irá contar com a participação de representantes da Associação Brasileira de Educação em Engenharia (ABENGE), Academia Nacional de Engenharia, do Clube de Engenharia, do Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (CEFET-RJ), da Escola de Engenharia da Universidade Federal Fluminense e da Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Diretores, professores e  representantes de entidades de ensino de Engenharia, entre outros, discutem  também a integração entre universidade e empresas na formação, as metodologias ativas de ensino, o processo de avaliação, o ensino híbrido, entre outros temas relevantes. No evento, haverá também a apresentação dos projetos institucionais de modernização da graduação em Engenharia PIM – CAPES – Fulbright e uma reunião entre os dirigentes de instituições de ensino de Engenharia do estado do Rio de Janeiro.

Confira a programação completa, os palestrantes e como assistir no site: http://educacaoemengenharia.poli.ufrj.br/

Notícias

Projeto de extensão da Politécnica-UFRJ leva oficina sobre desastres ambientais a mil alunos da rede pública

Publicado em: 03/09/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

As escolas municipais Reverendo Martin Luther King, na Praça da Bandeira, e Thomas Mann, no Cachambi, serão as primeiras unidades escolares a receberem oficina educativa sobre desastres associados a deslizamentos pelo projeto “Trabalhando o Tema de Desastres Socioambientais na Educação Básica através da Articulação entre UFRJ, Escolas Públicas e Museu De Ciências”, que integra o projeto de extensão Encosta Viva, vinculado à Escola Politécnica da UFRJ.

Representação, através de maquete, de aspectos naturais e antropogênicos de uma área de encosta

Tendo financiamento do CNPq, a oficina “Um dia a terra cai” será realizada entre os meses de outubro e novembro para cerca de mil alunos de 31 turmas do ensino fundamental. As atividades serão conduzidas por cinco alunos dos cursos de graduação em Engenharia Civil, Ambiental e Mecânica da Politécnica-UFRJ e outros quatro da Comunicação Social, Geografia e Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, também da UFRJ, além de uma doutoranda do Programa de Engenharia Ambiental (PEA/UFRJ), sob a coordenação do professor do Departamento de Construção Civil da Politécnica-UFRJ, Marcos Barreto de Mendonça.

O conteúdo prevê a apresentação de conceitos de deslizamentos, riscos e desastres; tipos de solo; as causas naturais e humanas dos deslizamentos; a construção social do risco; como contribuir para reduzir o risco de deslizamentos; e o sistema de alerta. Além disso, a oficina terá uma etapa de interação com maquete, amostras de solo e uso de materiais para construção de pluviômetro artesanal.

“Vamos levar os alunos “monitores” das escolas para aulas em campo para discutirmos sobre os condicionantes dos deslizamentos; incentivar todos os alunos das escolas a perceberem e mapearem os riscos em suas comunidades; e promover a interação deles com instituições municipais envolvidas em gestão de risco; entre outras ações.”, revela o coordenador do projeto.

Segundo ele, “o objetivo é que estas práticas possam ser disseminadas para as diversas escolas públicas, principalmente próximas de áreas de risco. Caso uma escola se interesse, é só entrar em contato com a gente, que vamos tentar programar o atendimento. Mas, para isso, precisamos de mais estrutura e investimento”. Em 2022, há previsão de realizar a oficina na Escola Municipal Laudimia Trotta, na Tijuca.

O Projeto Encosta Viva nasceu corroborado pelas diretrizes internacionais de gestão de riscos, que indicam que sem a participação da população, não é possível alcançar uma redução de riscos eficiente. Com isso, busca realizar ações socioeducativas baseadas nos preceitos da interdisciplinaridade, intersetorialidade, interatividade, inovação, conexão com o mundo real, envolvendo ambientes formais e não formais de educação. Entre as instituições parceiras estão Espaço Ciência Viva, CNPq, Faperj e INCT Reageo.

Mais informações em: https://encostaviva.poli.ufrj.br/.

Notícias

Parceria da Politécnica-UFRJ e Crea-RJ agiliza obtenção de Registro Profissional

Publicado em: 30/08/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

A partir das formaturas que acontecerão entre os dias 21 a 30 de setembro, egressos da Escola Politécnica da UFRJ passam a ter o Registro Profissional aprovado pelo Crea-RJ conjuntamente com a colação de grau. Será a primeira vez que o processo do Crea-RJ que agiliza a habilitação profissional e a obtenção do Cartão Provisório de Registro Profissional é oferecido para formandos da Politécnica. Para tanto, os formandos devem dar entrada no pedido de Registro Profissional de forma remota dentro das regras do projeto até o próximo dia 10.

As instruções sobre o procedimento foram apresentadas aos formandos em reunião que aconteceu no último dia 27, com participação do Supervisor de Formandos do Crea-RJ, Marcelo Tadeu Corrêa, a Diretora da Politécnica-UFRJ, profª Cláudia Morgado, do Diretor Adjunto de Ensino e Extensão, profº Edilberto Strauss, e da Chefe da Secretaria de Acompanhamento de Egressos, Ana Paula Duarte. A reunião foi gravada e o link está indicado no fim do texto.

“Não fosse a pandemia, os engenheiros recém-formados já sairiam da cerimônia com o Cartão Provisório de Registro Profissional no Crea-RJ. Como a colação de grau será remota, a análise e cadastramento no Sistema Confea/Crea levará em torno de três dias úteis, mas o importante é que todos os participantes do projeto sairão da formatura cientes que logo estarão habilitados para exercer a profissão de engenheiro, já com sua numeração. E a meta dentro deste cenário é que que todos estejam com o cartão em mãos até 20 dias após a formatura”, explica o Supervisor de Formandos do Crea-RJ.

A Chefe da SAE explica que a parceria com o Crea-RJ agiliza o processo e simplifica os procedimentos para os formandos, que ganham tempo e só precisam apresentar documentos pessoais no requerimento do Registro Profissional. A própria SAE, responsável pelos primeiros contatos com os formandos, se encarrega de antecipadamente informar ao Crea-RJ a relação de todos os alunos na condição de formandos.

O custo para solicitar do primeiro Registo Profissional é o pagamento de uma taxa de R$ 141,00 e o pagamento da primeira anuidade, cobrada proporcionalmente ao mês de associação. A anuidade atual é de R$ 580,00, mas há um desconto de 90% para ingressantes. Dessa forma, para os formandos registrados em outubro, a anuidade para o exercício de 2021 sairá em torno de R$ 15,00.

“Entendendo a pluralidade de perfis socioeconômicos da maioria das instituições de Ensino Superior, é importante que os formandos saibam que no futuro poderão dar pausa no registro, e suspender o pagamento da anuidade, sem custo extra, caso não estejam exercendo sua formação profissional”, acrescenta Marcelo Tadeu, Supervisor de Formandos do CREA-RJ.

Para obtenção da carteira profissional definitiva, em posse do Cartão de Registro Provisório Profissional, quando o egresso tiver em mãos seu diploma e histórico escolar da UFRJ, será necessário o agendamento de entrega presencial da documentação ao CREA-RJ para que seja submetido à análise no CONFEA em Brasília.

Para o diretor da DAEX, a parceria com o Crea-RJ facilita a aproximação dos formandos e engenheiros recém-formados ao órgão responsável pelo registro e fiscalização do exercício da profissão.

“A Escola Politécnica é responsável pela formação dos alunos, mas essa formação só se efetiva a partir do Registro Profissional, quando nossos engenheiros recém-formados são reconhecidos e têm sua responsabilidade assegurada junto ao Crea-Confea, podendo assim atuar, colocar em prática o que aprenderam”, comenta o profº Edilberto Strauss, diretor da DAEX.

Ele acrescenta que durante toda a graduação, a Escola Politécnica procura enfatizar a importância da aproximação do aluno com seu futuro profissional. “Estamos trabalhando em conjunto com o Crea-RJ na formação dessa consciência, tornando cada vez mais forte a conexão entre a formação e a atividade profissional.”

  • Link para assistir a reunião com apresentação dos procedimentos para obtenção do Registro Profissional de forma agilizada: https://youtu.be/GY_cl57UciQ
  • Quem tiver dúvidas sobre os procedimentos, deve procurar a SAE pelo e-mail sae@poli.ufrj.br.
Notícias

Politécnica-UFRJ disputa pela 2ª vez gincana virtual da Women in Nuclear (WiN)

Publicado em: 26/08/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Elaborar textos e campanhas informativas sobre a importância da energia nuclear no desenvolvimento sustentável e na luta contra as mudanças climáticas, de fácil linguagem, para que possam ser de entendimento de toda a sociedade, e não só por pessoas da área. Este é um dos desafios propostos à equipe Curieosos, assim batizada por alunos de projeto de extensão da Escola Politécnica da UFRJ, para a gincana “Stand Up For Nuclear”, evento virtual organizado pela Women in Nuclear (WiN), que vai até o dia 25 de setembro.

Nome, slogan e marca desenvolvidos pela equipe

Esta é a primeira vez que o evento possui uma participação mais interativa com os integrantes, mas é a segunda vez que a Escola Politécnica apoia a iniciativa mundial, através do Canal Irradiação – projeto conduzido pela coordenadora do curso de Engenharia Nuclear, a professora Andressa Nicolau.

A equipe teve que desenvolver um nome, um slogan e uma marca. “O nome da equipe é Curieosos, com o slogan “uma equipe radiante”. É um brincadeira com a palavra Curioso que colocando a letra ‘e’ forma a palavra Curie, em referência à Marie Curie, uma das maiores cientistas de todos os tempos e considerada a mãe da radiação. O slogan faz referência ao elemento Rádio, que foi descoberto por ela e seu marido Pierre Curie, que a fez ganhar o prêmio Nobel”, explicou Andrey Costa, que está no 10º período.

A partir de agora, os alunos terão que fazer comunicação efetiva sobre a área nuclear, aplicando os conceitos anteriormente discutidos no workshop sobre Comunicação Nuclear, algo que na opinião do aluno e membro da equipe Diego Nuzza estimula e ajuda em sua formação. “Esta atividade exigirá união de forças e troca de experiências sobre como desmistificar a tecnologia nuclear com webinars, publicações, conteúdo nas redes sociais, por exemplo, para mostrar à sociedade como ela está no dia a dia das pessoas e como é importante para o crescimento tecnológico. É um trabalho desafiador”, explicou Diego, que está no 5º período.

A equipe é formada por seis alunos da Escola Politécnica e um da Belas Artes da UFRJ. Sendo da Politécnica, Andrey Costa (10° período), Diego Nuzza (5º); Vinicius Monteiro (10º), Igor Monsueto (10º), Matheus Ribeiro Avellar (12°), João Gabriel Pinto (9º) e Filipe Costa (10º) da Belas Artes.

As melhores equipes serão escolhidas através de voto pelo site da organização: https://standupfornuclear.org.

Conheça o Canal Irradiação.

Notícias

Alunos e professores do GTA são destaque no SBRC 2021

Publicado em: 25/08/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

O Grupo de Teleinformática e Automação (GTA), laboratório do Departamento de Engenharia Eletrônica e de Computação (DEL) da Escola Politécnica da UFRJ e do Programa de Engenharia Elétrica (PEE) da Coppe, está de parabéns pelo sucesso de alunos e professores no 39º Simpósio Brasileiro de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos (SBRC 2021), que aconteceu de 16 a 20 de agosto.

No alto, Pedro Cruz, Kaylani Bochie e Guilherme Araujo. Embaixo: Gustavo Camilo, Lucas Airam e Diogo Menezes

Quatro graduandos de Engenharia Eletrônica e de Computação em projetos de Iniciação Científica (IC) arremataram os prêmios de Melhor Artigo do SBRC e Menção Honrosa do WBlockchain/SBRC. Além disso, dois ex-alunos da graduação da Politécnica-UFRJ e doutores pelo PEE/Coppe, levaram os prêmios de Melhor Tese e Pesquisador de Destaque na área de Redes de Computadores – Prêmio Artur Ziviani SBRC 2021.

O SBRC é considerado o mais importante evento científico nacional em redes de computadores e sistemas distribuídos e um dos mais concorridos em informática. Para o professor titular do DEL Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte, os recentes resultados em premiação dos alunos de graduação que cursam disciplinas da pós-graduação no GTA são significativos, pois recebem uma sólida formação e apresentam uma produtividade de pesquisa importante.

“Os trabalhos do GTA com alunos de graduação datam de mais de 30 anos, quando foi feito um investimento em fixar bons alunos de graduação, com coeficientes de rendimento acumulado alto, nas atividades de pesquisa do Programa de Engenharia Elétrica. O elemento fundamental sempre foi a proximidade e a integração da graduação com a pós-graduação. O resultado desta forte integração se mostrou excepcional gerando formação de recursos humano de alta qualidade”, orgulha-se o professor e pesquisador do GTA há três décadas.

Ele ressalta também a presença de alunos de graduação da Politécnica-UFRJ nas premiações do “Workshop em Blockchain: Teoria, Tecnologias e Aplicações (WBlockchain)” de 2020 e 2019”.

Trajetórias e pesquisas dos premiados

Pedro Henrique Cruz Caminha ganhou o prêmio de Melhor Tese, orientado pelos professores Luís Henrique Maciel Kosmalski Costa e Rodrigo de Souza Couto, resultante de pesquisa sobre redes de sensores móveis voltada para aplicações em cidades inteligentes. Ele ingressou no GTA como aluno de IC no final da graduação em Engenharia da Computação e Informação.

“Isso me ajudou a entrar na vida acadêmica com um olhar um pouco mais científico, um arcabouço um pouco mais sólido sobre o que é a atividade de pesquisa. Foi possível, inclusive, defender meu doutorado sem a defesa de mestrado”, conta.

No ano passado, ao fim do doutorado, Pedro Cruz foi contratado como engenheiro de pesquisa no Inria (o Instituto Nacional de Pesquisa em Informática e Automação da França). Lá ele também trabalha com pesquisa em redes de computadores. Está muito feliz com a premiação: “Demonstra uma relevância do trabalho no contexto dos grupos brasileiros de pesquisa em redes de computadores e sistemas distribuídos. É um reconhecimento importante para o início da minha carreira, mas também do trabalho dos meus orientadores.”

Com previsão de formatura em Engenharia Eletrônica e de Computação no fim deste ano, Kaylani Bochie diz que é extremamente gratificante receber o prêmio de Melhor Artigo no SBRC, especialmente como aluno de graduação. “Imagino que muitos alunos tenham dúvidas sobre a qualidade e sobre as contribuições de suas pesquisas. Então, receber o reconhecimento da comunidade é uma ótima forma de incentivar o nosso desenvolvimento.”

Ele conta que se tornou aluno de IC no GTA apenas no décimo período, após muita dificuldade na graduação. “Além do novo interesse pela pesquisa, o laboratório também ajudou a melhorar meu desempenho acadêmico. Por isso preciso agradecer ao meu orientador, o professor Miguel Elias Mitre Campista, pela confiança.” O título do trabalho que rendeu o prêmio de Melhor Artigo a aluno e professor é “Análise do Aprendizado Federado em Redes Móveis”.

Guilherme Araujo Thomaz, Gustavo Franco Camilo e Lucas Airam Castro de Souza, sob orientação do professor Otto Carlos Muniz Bandeira Duarte, formam o trio de graduandos de Engenharia Eletrônica e de Computação que recebeu Menção Honrosa no WBlockchain/SBRC com o artigo “Uma Análise Comparativa da Arquitetura e Desempenho de Plataformas de Corrente de Blocos Permissionadas para Contratos Inteligentes”.

Aluno do quarto período, Guilherme Araujo diz que a menção honrosa é resultado do aprendizado imenso que teve no GTA. “Esse foi meu primeiro artigo publicado e a menção honrosa é importante para minha trajetória, pois gera motivação.”
Já Gustavo Camilo, que está no 9º período e é bolsista de IC sob orientação do Prof. Otto Carlos há quase 3 anos, destaca que durante esse período no GTA teve contato com pesquisadores de diversos lugares do mundo e oportunidade de participar na publicação e submissão de múltiplos artigos em conferências nacionais e internacionais, além de participar em projetos de pesquisa de alto nível já na graduação.

“Pretendo concluir a graduação e ingressar no mestrado em breve e estes resultados me motivam para continuar a trabalhar nos projetos e temas de pesquisa e seguir o caminho acadêmico.”

Lucas Airam também em final da graduação de Engenharia Eletrônica e de Computação pretende cursar mestrado e doutorado. “Fiquei 4 anos de forma ininterrupta sob a orientação do Prof. Otto Carlos, que me motivou a cursar disciplinas da pós-graduação e despertou o meu interesse em pesquisas acadêmicas. A iniciação científica me proporcionou parcerias com diversos alunos brilhantes com alto desempenho acadêmico”, conta o pesquisador que já conta 20 publicações de trabalhos em congressos nacionais e internacionais, além de artigos submetidos para revistas que estão em processo de revisão.

Contemplado com Prêmio Artur Ziviani SBRC 2021, Diogo Menezes Ferrazani Mattos é professor da UFF desde 2018, associado aos laboratórios MidiaCom e LabGen. É graduado em Engenharia de Computação e Informação pela Politécnica-UFRJ, mestre e doutor pelo PEE/COPPE e foi orientado pelo Prof. Otto Carlos durante todo o percurso no GTA.

Segundo o site do SBRC 2021, o Prêmio Artur Ziviani busca reconhecer contribuições de jovens pesquisadores na área de Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos que se destacam em nível nacional e internacional. E para Diogo Menezes, o prêmio é importante porque fomenta a visibilidade das pesquisas que realizou nos anos no GTA e no MidiaCom/UFF. “E outro ponto importante do prêmio é que é uma homenagem ao Artur Ziviani, que era pesquisador do LNCC e foi vítima da COVID-19. Artur também foi aluno de graduação, mestrado e doutorado do Prof. Otto Carlos.”

Diogo Menezes assinala que a trajetória no GTA foi muito importante para a formação dele como professor-pesquisador. “É um dos laboratórios mais reconhecidos na área de redes de computadores no Brasil.”

Notícias

Alunos da Ambiental trabalham em projeto para atender comunidades vulneráveis na América Latina

Publicado em: 25/08/2021 Escola Politécnica da UFRJ
Compartilhar:

Os alunos de Engenharia Ambiental da Escola Politécnica da UFRJ Giovanna Cavalcanti, Juliana Chen e Bruno Pereira estão participando do curso “Rural Hydro-Energy Challenges in Latin America” (“Desafios Hidro-Energéticos Rurais na América Latina”), promovido pela Rede Magalhães, com a participação de professores de diversas universidades da América do Sul. O curso é dentro da área STEM (Science-Technology-Engineering-Mathematics) e orientado pelos ODS (Objetivos do Desenvolvimento Sustentável) da ONU.

Bruno Pereira, Juliana Chen e Giovanna Cavalcanti

Selecionados e orientados pela chefe do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente (Drhima), prof.ª Heloisa Firmo, e pela coordenadora do curso de graduação em Engenharia Ambiental, prof.ª Monica Pertel, os alunos terão até dezembro deste ano a missão de realizar um projeto voltado para atender questões de energia e abastecimento de água/saneamento em três comunidades diferentes, sendo elas: Nueva Venecia, na Colômbia; Huatacondo, no Chile; e Municipio de San Felipe, no México.

“Na atualidade, soluções hidro-energéticas para comunidades rurais são essenciais devido a eventos extremos, tensões hídricas e energéticas, além da fome, agravada pela pandemia e pela crise hídrica. Essas comunidades pequenas são as mais vulneráveis (dos pontos de vista social, econômico e ambiental) e frequentemente são esquecidas pelo poder público. Ao longo do curso, destaca-se a importância da construção das soluções com uma participação ativa da comunidade, de forma a entender melhor sua realidade e as necessidades dos moradores locais. Com isso, é possível manter o projeto por mais tempo.”, comentou Heloisa Firmo, que também é a chefe do Departamento de Recursos Hídricos e Meio Ambiente da Politécnica-UFRJ.

A Rede Magalhães foi formada em 2005 para aumentar o intercâmbio acadêmico e a colaboração entre a Europa e a América Latina e o Caribe, e oferece valor agregado às universidades associadas como ferramentas eficazes de intercâmbio estudantil; intercâmbio sistemático de melhores práticas para a internacionalização e uma plataforma de relacionamento que pode ser utilizada para desenvolver projetos conjuntos entre as universidades associadas.

Desafios apresentados aos alunos da UFRJ:

Nueva Venecia – Comunidade pequena que mora em construções de palafitas. O projeto buscará resolver problemas com abastecimento de água (em qualidade e quantidade) e coleta/tratamento de esgoto.

Huatacondo – Região do deserto do Atacama, comunidade muito isolada. O projeto buscará solução para fornecimento de energia de forma renovável e que preserve a biodiversidade.

Municipio de San Felipe – Região de encontro de deserto com praia, cidade com alto potencial turístico. O projeto buscará soluções para fornecimento de energia e construções inteligentes