Publicado em: 01/12/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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A aluna da Escola Politécnica da UFRJ Giovanna Rezende e também intercambista de dupla titulação no Institut Mines-Télécom – IMT Atlantique, da França, ficou entre os 30 estudantes brasileiros mais notáveis e promissores e que representam uma diversidade de formações acadêmicas e trajetórias de vida. O anúncio foi feito recentemente pelo Programa Líderes Estudar 2023, vinculado à Fundação Estudar, que contou este ano com a inscrição de mais de 45 mil estudantes de todo o país.
O processo seletivo no qual a jovem de 22 anos foi submetida durou de fevereiro ao final de junho deste ano e começou com testes de perfil e de lógica, seguidos de avaliações da trajetória acadêmica, profissional e pessoal, entrevistas individuais, entrevistas coletivas com ex-bolsistas e um painel final com o Conselho da Fundação.
De acordo com Giovanna – que cursa o nono período de Engenharia Nuclear, ter sido selecionada, além de gratificante, ajudou a financiar sua dupla titulação no IMT, uma universidade referência na área nuclear e que tem contribuído para complementação de sua formação.
“Receber esse reconhecimento foi como se eu sentisse que finalmente podia parar e respirar um pouco depois de anos tão intensos na graduação. Os métodos de ensino do IMT são muito focados em já aprender com a mão na massa e a maior parte dos cursos são trabalhos práticos e experimentais. Então, a base que eu tive na Escola Politécnica foi exatamente o que eu precisava para conseguir aplicar os meus conhecimentos na universidade francesa. Acredito que a gente já chega com muita bagagem do nosso curso e das experiências no Brasil”, destacou.
Natural da cidade de Parnaíba, no Piauí, Giovanna sempre obteve boas notas e ficou em primeiro lugar em seu curso, e também demonstrava grande interesse no aprendizado da aplicação da Engenharia Nuclear na Medicina,
tanto é que em 2020, se tornou voluntária no Instituto do Câncer do Ceará (ICC-Brasil) para ajudar na operação e manutenção de cintilografia miocárdica e PET-CT dispositivos de exame.
“Batalhei tanto para manter meu CR, me envolver em atividades extracurriculares, ICs, conseguir bons estágios e conseguir esse duplo diploma, que nunca tinha realmente parado para me dar conta de tudo que já tinha conseguido alcançar. Eu saí de casa muito cedo, então pra mim foi um sinal pra eu parar e me dar conta de que realmente estou no caminho certo”, avaliou a aluna.
Ao longo de sua trajetória na UFRJ, Giovanna também foi tutora de física moderna, atuou no desenvolvimento de uma startup que oferece ferramentas personalizadas de cálculo de dosimetria por meio de modelagem computacional, baseada em imagens médicas e prestou assistência ao Laboratório de Partículas Elementares da UFRJ como parte do experimento LHCb no CERN.
Motivação para cursar Engenharia
Ela lembra que desde cedo já sabia que queria ser Engenheira Nuclear. “Aos 13 anos vivenciei uma situação na minha família que me fez refletir sobre a importância do diagnóstico e tratamento eficaz do câncer, e também a necessidade de desenvolvimento e inovação nessa área. Mas, eu nunca quis ser médica, sempre gostei de física e sou criativa, e vi que a Engenharia Nuclear poderia combinar esses dois aspectos”, disse.
Fundação Estudar
É uma organização brasileira criada em 1991 sem fins lucrativos formada por líderes visionários brasileiros que querem fazer a diferença no nosso país. E todo ano eles promovem um programa chamado Líderes Estudar, que seleciona, apoia, reúne e desenvolve em média 30 jovens de alto potencial. O objetivo principal deste programa é promover conexões, fornecer apoio financeiro e intelectual essencial e capacitar brasileiros academicamente excepcionalmente talentosos para impulsionar mudanças inovadoras no país.
Publicado em: 01/12/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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A professora do Departamento de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica da UFRJ, Inayá Lima, foi agraciada pelo almirante de esquadra Petronio Augusto Siqueira de Aguiar, da Diretoria-Geral de Desenvolvimento Nuclear e Tecnológico da Marinha, com a medalha “Amigo da Marinha”, honraria destinada a reconhecer os serviços de colaboração prestados por personalidades civis. A cerimônia aconteceu no dia 9 de novembro, na sede do 8º Distrito Naval (COM8DN).
A premiação foi criada em agosto de 1966, com o propósito de valorizar civis sem vínculo funcional com a Marinha do Brasil, militares de outras forças, bem como instituições, que se tenham distinguido no trabalho de divulgar a mentalidade marítima, no relacionamento com a Marinha, na defesa dos interesses atinentes à Marinha e na divulgação da importância do mar para o país.
“Emociono-me ao ser agraciada com esta medalha, solidificando nossa proximidade cotidiana em debates científicos e geopolíticos no setor nuclear. Agradeço sinceramente por esta distinção, ressaltando que a Marinha do Brasil permanecerá uma presença fundamental em minha vida, sempre contando com meu apoio e admiração inabaláveis. Esta honraria reforça a significativa colaboração que estabelecemos ao longo do tempo, tornando-a ainda mais especial. Estou comprometida em continuar contribuindo para fortalecer nossa parceria e compartilhar os valores que unem nossos caminhos”, agradeceu a professora Inayá Lima.
Publicado em: 22/11/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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O professor Fabio Krykhtine do Departamento de Engenharia Industrial da Escola Politécnica da UFRJ foi convidado para participar do 4º Fórum BRICS SCITECH 2023 sobre Mecânica de Voo Espacial e Estruturas e Materiais Espaciais. O evento é promovido pela Universidade RUDN e será realizado entre os dias 28 de novembro a 1º de dezembro, em Moscou, na Rússia.
O professor apresentará o trabalho: “A Comparative Analisis of AI Techiniques Applied to Space and Air Traffic Deconflicting”, desenvolvido em parceria com professores Felix Mora Camino (ENAC), da França e Innocent Davidson (Cape Peninsula University of Tecnology), da África do Sul.
Além disso, também terá reuniões institucionais com o reitor da RUDN e acompanhará conferências sobre políticas espaciais, direito e economia; sensores e atuadores; materiais espaciais avançados; energia e propulsão espaciais; sistemas mecânicos e robóticos; equipamento de bordo; dinâmica de atitude; orientação, navegação e controle; e dinâmica orbital.
“Mesmo sem possuir um curso específico em ciências espaciais, a Escola Politécnica possui relevante participação no cenário mundial no fornecimento de mão de obra e talentos ao setor aeroespacial. Não é por acaso que a equipe de foguetes ficou à frente de equipes de escolas reconhecidamente de excelência no setor com laboratórios e estruturas inteiramente dedicadas a esse objetivo. Dos nossos cursos emergem talentos e formam profissionais com habilidades multidisciplinares”, opinou Krykhtine.
Segundo o professor, o convite da universidade russa é fruto de um trabalho feito pela Escola Politécnica nos últimos anos de estabelecer através da Superintendência Geral de Relações Internacionais a designação de um conjunto de Coordenadores Especiais para tratar de relacionamento exclusivo com os países do BRICS, com o propósito de reforçar a aliança de cooperação em ciência e educação.
Publicado em: 22/11/2023
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O aluno João Victor Alegrio da Escola Politécnica da UFRJ conquistou o hackapower do setor nuclear, a última etapa das Olimpíadas Nucleares Brasileiras (ONB), realizada pela Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares (ABDAN). Ele fez parte do grupo Amaná, que reuniu também estudantes da Coppe/UFRJ, do Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto Militar de Engenharia (IME). A cerimônia de premiação aconteceu no dia 7 de novembro, em Brasília, durante o evento Nuclear Legacy.
De acordo com o aluno, que está no oitavo período do curso de Engenharia Nuclear, as olimpíadas tiveram mais de uma etapa e em cada fase uma competência passava a ser exigida dos participantes, assim como um nível de conhecimento técnico e um engajamento do estudante na área nuclear:
– Inicialmente, cada participante precisou fazer um vídeo respondendo uma pergunta. Em seguida, tivemos que acompanhar palestras sobre o setor nuclear e por último montamos um Sandbox Net-zero que utilizasse um SMR. Basicamente, fizemos um projeto que não adicionava gases de efeito estufa na atmosfera. Me senti muito feliz com a conquista e também aliviado ao ver que quatro meses de trabalho valeram a pena.
Com o projeto intitulado “Complexo de Energia Limpa: Inovação Nuclear com o uso de SMR para produção de combustíveis sintéticos utilizando água salobra e CO2 da atmosfera”, o grupo alcançou a melhor avaliação para os jurados. A proposta apresentada por eles foi de um complexo localizado no Nordeste, onde um SMR (Small Modular Reactors) alimentava uma planta de produção de hidrogênio, utilizando água salobra, uma planta de captura de carbono da atmosfera e uma planta que utiliza o hidrogênio e o carbono gerados para criar diesel sintético. Com esse conjunto de plantas, o diesel produzido não adiciona carbono à atmosfera, pois utiliza o carbono que já estava presente, fazendo assim um diesel “limpo”.
Coordenadora do curso de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica, Andressa Nicolau, celebrou o desempenho e a conquista do aluno:
– Ter o prazer de ver alunos conquistando espaço e ganhando premiações como essa, não tem preço. Vejo como mérito dele que rompeu as barreiras da universidade e teve a coragem, não só de participar de um evento como esse, mas também de vencer. Isso mostra o quanto nossos alunos são capazes e o quanto a UFRJ é excelente no ensino, pesquisa e extensão. Que os demais alunos sigam o caminho do João e de outros alunos da nuclear que já ganharam diversas competições.
Além do reconhecimento, o grupo vencedor fará uma visita em uma instalação do ciclo do combustível nuclear e terá o projeto detalhado publicado na próxima edição da revista da ABDAN.
Publicado em: 22/11/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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A Inyaga, primeira incubadora de negócios de impacto social e ambiental da UFRJ multi-unidades, acaba de anunciar a chegada das duas primeiras startups: Inclusiv.edu e Gaia Tecnologias e Geossistemas. Ambas foram selecionadas em edital por serem negócios que usam tecnologias profundas e que geram impacto social, atuando em sinergia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. A incubadora é fruto de uma parceria entre diferentes unidades da UFRJ: Faculdade de Administração e Ciências Contábeis, Escola Politécnica, Instituto de Geociências, Coppead e o Parque Tecnológico.
As empresas selecionadas já estão em processo de instalação no campus e passarão a receber apoio na adequação do modelo de negócios e de plano de aplicação de recursos e na revisão dos produtos e serviços propostos, como: mentoria e aconselhamento; apoio na captação de recursos e financiamento; capacitação e treinamento; networking e conexões; promoção de negócios de impacto; acesso ao ecossistema de inovação da UFRJ; acesso a descontos em programas de capacitação e outros serviços da UFRJ; e uso dos espaços compartilhados do Parque Tecnológico.
Criada por egressos de Engenharia Ambiental e Geografia, e mestrandos do Programa de Planejamento Energético da UFRJ e do Programa de Engenharia Civil da UFRJ, apoiados pelo Departamento de Expressão Gráfica da UFRJ e representantes do Laboratório de Geotecnia Jacques de Medina, a Gaia Tecnologias é uma empresa que atua na interseção da tecnologia geoespacial e da sustentabilidade ambiental, auxiliando empresas na avaliação de seus inventários de emissões de gases de efeito estufa e no desenvolvimento de soluções personalizadas de neutralização por meio de reflorestamento ou aquisição de créditos de carbono.
“Ser incubado pela Inyaga, uma incubadora que fomenta a perspectiva financeira de uma empresa junto com a valorização do impacto ambiental e social, será de extrema importância para a melhoria de nossos processos internos”, destacou Rhamon Garcia, diretor de Geotecnologias.
Já para Kátia Machinez, diretora de pesquisa e desenvolvimento da Inclusiv.edu, a incubação será essencial para o desenvolvimento da startup, que traz inovações dentro da área de educação inclusiva. “Nossa tecnologia assistiva educacional foi validada cientificamente e visa auxiliar na intervenção neuropsicopedagógica institucional e clínica, com foco no desenvolvimento da cognição e da motivação matemática dos estudantes. Temos a missão de ser uma empresa sustentável e geradora de impacto socioambiental positivo”, celebrou.
A coordenadora da Inyaga, Eliane Ribeiro, reforçou o papel da incubadora na transformação de negócios e o seu impacto social.
– Àqueles que fazem parte da incubadora encontram um ambiente colaborativo, com uma rede de mentores criativos e experientes, aptos a ajudar a navegar pelos desafios da inovação. É mais uma ação da UFRJ preocupada com questões e desafios mundiais. Na Inyaga, buscamos não somente empresas deep tech (baseadas em tecnologias profundas), mas que estas tenham responsabilidade social e ambiental para o avanço do país. Aqui, todos trabalham juntos para ampliar o impacto coletivo. A Inyaga dá às startups todas as ferramentas de que precisam para conquistar o sucesso.
Já o diretor da Coppead, Otavio Figueiredo, disse que é gratificante estar envolvido em ações sociais inovadoras e empreendedoras junto com a Escola Politécnica da UFRJ e a incubadora Inyaga.
– Vamos contribuir na incubação dessas startups sociais, promovendo um ambiente favorável ao desenvolvimento e crescimento desses projetos através de programas de treinamento e desenvolvimento de planos de negócios específicos para cada projeto.
Acordo de Cooperação
O diretor do Instituto de Geociências, Edson Farias Mello, adiantou que será realizada no dia 4 de dezembro a oficina “Mineração Responsável para o Desenvolvimento Regional: Construindo um Modelo para Mineratins”, com o propósito de subsidiar um Acordo de Cooperação a ser celebrado pela UFRJ, a partir das discussões estabelecidas durante o encontro. A Mineratins é uma empresa de mineração do governo do Estado do Tocantins.
Segundo o diretor, o acordo de cooperação visa preparar a empresa frente aos atuais desafios no campo socioambiental; mapear a atual estrutura da empresa frente a portfólios de negócios, prospecção mineral, tecnologias de informação e planejamento, corpo técnico e gerencial; prospectar suas interligações entre os níveis internacionais, nacionais e regionais para a implementação do Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – ODS; construir parcerias para implementação de iniciativas conjuntas e mapeamento das potenciais fontes de recursos para este fim e para indução de pesquisas no tema.
Publicado em: 22/11/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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O XI Prêmio Crea-RJ de Trabalhos Científicos e Tecnológicos contemplou 17 trabalhos da UFRJ, que foi a instituições de ensino do Rio de Janeiro com maior quantidade de prêmios conquistados. A Escola Politécnica da UFRJ foi contemplada com 7 (sete) premiações de seus trabalhos de conclusão, sendo um do mestrado do Programa de Engenharia Urbana e seis dos cursos de graduação nas engenharias Ambiental, Civil, Metalúrgica, Materiais, Petróleo e Produção. Outras unidades da UFRJ também tiveram trabalhos premiados: Coppe com 5 trabalhos, e Instituto de Geociências (IGEO) com 5 trabalhos.
O reconhecimento do Conselho busca incentivar a construção do acervo científico da sociedade, reconhecendo o empenho de estudantes e professores que contribuem com este legado, e das instituições de ensino, espaços de referência para produção de novos conhecimentos.
A cerimônia de premiação aconteceu no dia 9 de novembro, no Clube de Engenharia, com a presença da diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado, representando o reitor da instituição Roberto de Andrade Medronho. “Os alunos da Politécnica que submeteram seus trabalhos conclusão foram os premiados na sua área. Portanto, vamos incentivar os cursos que não puderam submeter este ano, concorram no ano que vem”, comentou a diretora.
Vale lembrar que os trabalhos premiados também serão publicados na Ângulos, a revista digital do Crea-RJ, a critério da Comissão Editorial do Conselho.
O que dizem os premiados sobre seus trabalhos:
1) Análise comparativa da acurácia prospectiva da energia natural afluente: um estudo de caso na bacia do Rio Grande Autora: Isabela Neves Merotto – graduação em Engenharia de Produção Orientador: José Roberto Ribas
“Eu estava trabalhando em uma empresa de energia e percebi que o mercado de energia elétrica possui muitos desafios de otimização. Como o sistema de energia elétrica brasileiro tem forte dependência da energia hídrica, optei por estudar formas de previsão da energia disponível de um afluente. O estudo comparou três técnicas tradicionais de previsão e uma técnica de inteligência artificial, machine learning, e mediu a acurácia dos diferentes métodos de previsão. O principal desafio do estudo foi a obtenção de dados históricos dos parâmetros utilizados. Apesar disso, o estudo é altamente replicável, tanto para outras bacias, quanto utilizando outras configurações de IA. Quando aplicado em larga escala, a previsão mais acurada tem potencial para aumentar a eficiência do sistema, reduzindo custos e, portanto, o preço da energia elétrica, um insumo essencial em toda a cadeia produtiva.”
2) Desenvolvimento de ferramenta para análise de dados de saneamento. aplicação em um estudo de caso para os estados do Rio de Janeiro e São Paulo Autor: Wagner Lima Monteiro – graduação em Engenharia Ambiental Orientador: Monica Pertel
“Ao longo da faculdade, participei em diversos projetos de consultoria na Coppetec, atrás do Dhrima. Nesses projetos, aprendi e executei estudos utilizando dados para pautar tomadas de decisão. A escolha do tema do meu trabalho foi pela afinidade e gosto pela área de dados, sobretudo, no setor de saneamento, que ainda tem muitas dificuldades em inserir tecnologias mais modernas. Quando se trata de análises de dados é exigido conhecimento e tempo para extrair, manipular e montar visualizações que sejam relevantes e informativas para o estudo em questão. Assim, visando automatizar e facilitar esse processo criei uma ferramenta com uma interface simples que permite realizar análises de maneira mais rápida.”
3) Dimensionamento de sistema de macrodrenagem na bacia do Rio Piraquê Cabuçu e avaliação da sua performance, adotando uma abordagem de infraestrutura verde e azul, com apoio de modelagem hidrodinâmica Autor: Wallace Barreto Ramos – graduação em Engenharia Civil Orientador: Osvaldo Rezende
“O objetivo do meu trabalho foi realizar um estudo com modelagem hidrodinâmica na bacia do Rio Piraquê-Cabuçu, localizada no Rio de Janeiro. Essa região é habitada por pessoas socialmente vulneráveis, as quais sofrem periodicamente com as inundações. O trabalho propõe a criação de espaços resilientes e sustentáveis para uma gestão mais eficiente das águas pluviais. Para tal, foram desenvolvidos projetos-piloto para a região de estudo, abordando infraestrutura cinza e infraestrutura verde e azul. Foram propostas soluções de telhados verdes, jardins de chuva e espaços verdes e azuis nas praças e espaços livres. Essas são intervenções que buscam criar uma paisagem funcional que seja capaz de trazer uma interação com a urbanização e medidas com funções de infiltração e armazenamento da bacia urbanizada.”
4) Fabricação e avaliação de eficiência de células solares de perovskita multi-cátion (csmafa) com diferentes camadas de transporte de elétrons Autor: Lucas Galhardo Pimenta Tienne – graduação em Engenharia de Materiais Orientador: Renata Antoun Simão
“É inegável a importância de pesquisa e investimento na área energética. As células fotovoltaicas se destacam até mesmo entre as demais fontes de energia renováveis. A possibilidade de um dispositivo captar luz solar e conseguir transformá-la em eletricidade até pode parecer ficção científica. Fabricar esses dispositivos que parecem ficção e testar na prática se uma ideia realmente é uma solução foi uma grande realização não só profissional, mas como também uma experiência pessoal deslumbrante. Um grande desafio foi equilibrar precisão e delicadeza nos processos para conseguir fabricar filmes finos de poucos nanômetros que fossem também homogêneos. Com base na experiência adquirida nesse trabalho, pretendo continuar nessa área de pesquisa em células solares que é tão deslumbrante para que seja possível conseguir fabricar dispositivos cada vez mais eficientes, estáveis e também que sejam baratos ao ponto de serem acessíveis a todos, contribuindo para um mundo mais sustentável.”
5) Índice de urbanidade para o suporte à gestão de políticas públicas Autora: Clara Cristine Rodrigues Duarte – mestrado no Programa de Engenharia Urbana (PEU) Orientadores: Marcelo Miguez e Aline Veról
“A escolha do tema teve origem na preocupação com as populações em áreas de risco de inundação e a consequente necessidade de suas realocações, as quais têm se tornado problemas frequentes e pouco explorados nos contextos urbanos. Uma das grandes dificuldades consistiu em atender as demandas dos habitantes, equacionando-as à qualidade do ambiente, ao provimento de serviços urbanos, aos aspectos de mobilidade e à segurança contra inundações. A expectativa é que o índice desenvolvido seja aplicado em diversas localidades a fim de dar suporte ao planejamento urbano. O prêmio CREA é essencial no reconhecimento da importância desta temática, dando luz às possíveis estratégias para a resolução deste problema.”
6) Novas tecnologias e estudo de caso sobre perfuração no pré-sal brasileiro Autora: Izadora Madrid da Rosa – graduação em Engenharia de Petróleo Orientador: Juliana Baioco
“A perfuração é uma das ramificações da Engenharia de Petróleo, mas dentro dela, ainda existem muitas outras: geopressões, fluidos, revestimento, cimentação, direcional, cabeça de poço, equipamentos, etc. O maior desafio foi conseguir compilar todo o histórico de informação relevante de cada área já publicado e, a partir disso, desenvolver um projeto baseado nas melhores tecnologias e resultados já obtidos na indústria. Deixo um legado sobre projeto de poço no pré-sal brasileiro, apresentando as diversas tecnologias empregadas nas diferentes áreas da perfuração e um projeto de poço-tipo baseado nelas, compilados em um único trabalho, até então inexistente na indústria.”
7) Simulação termodinâmica para estudo da adição de manganês em ligas de ZR-NB Autor: Yuri de Abreu Silva Araújo Fleischhauer – graduação em Engenharia de Metalúrgica Orientadora: Rafaella Martins Ribeiro Coorientador: Bernardo Pompermayer Eduardo
“Dada a relevância do setor de energia, responsável por cerca de 75% das emissões de gases de efeito estufa, a escolha do tema do meu trabalho foi baseada no importante papel que a energia nuclear deverá desempenhar no contexto das mudanças climáticas e economia sustentável e no fato de o Brasil possuir tanto usinas nucleares em operação quanto reservas de minério de urânio. O meu maior desafio foi investigar e sugerir ligas inéditas de ZR-NB-MN promissoras e acredito que o desenvolvimento de novas ligas para aplicação nuclear é uma etapa fundamental tanto para aumentar a vida útil de componentes das usinas brasileiras e a autonomia do país quanto para fortalecer a indústria nacional.”
Publicado em: 22/11/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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No dia 7 de novembro, o descerramento de placa pelos 50 anos da Engenharia de Produção da Escola Politécnica da UFRJ no corredor do bloco F do Centro de Tecnologia da UFRJ e o ciclo de palestras – realizados desde agosto deste ano no salão nobre da Decania marcaram o fim das celebrações organizadas pelo Departamento de Engenharia Industrial e por egressos de diferentes décadas do curso.
A programação foi conduzida pelos professores José Kamel e Adriano Proença, com apresentação de palestra sobre o empreendedorismo na indústria de pagamentos, e a participação dos egressos da Escola Politécnica e sócios da Stone – fintech brasileira de meios de pagamentos, João Barcelos e Filippe Savoia. Na sequência, o presidente do conselho da Valid e da Reditus, Sidney Levy, falou sobre os desafios de uma carreira executiva.
No fim da manhã, os sócios da consultoria de TI e Negócios Bridge & Co e também egressos da Politécnica, Rafael Quinteiro e Mariana Vitali contaram um pouco de suas experiências de vida e relacionamento com o empreendedorismo. Já o ex-aluno da turma de 1973, Eduardo Meireles; o especialista em gestão de riscos, Sergio Hoeflich; e a atuante na formação de jovens vulneráveis, Suzana Opatrny, trouxeram conteúdos e aspectos de seus trabalhos voltados à Engenharia de Segurança e Gestão de Riscos.
Com a presença da diretora da Escola Politécnica da UFRJ, Cláudia Morgado, da chefe do Departamento de Engenharia Industrial da UFRJ, Juliana Baioco, de egressos e de docentes foi descerrada a placa comemorativa pelas cinco décadas do curso.
“Parabenizo a todos pela organização deste evento, que valoriza e demonstra a grandeza de um dos principais cursos de graduação da Escola. Os alunos atuais precisam ter este tipo de aproximação com os ex-alunos, principalmente para networking e mentoria. Estamos trabalhando, através da nossa diretoria-adjunta de Carreira de Empreendedorismo, para estimular essa cultura empresarial dentro da Escola, trazendo histórias de inspiração e exemplos de engenheiros que já se formaram e estão contribuindo com o mercado, em diferentes segmentos e setores”, destacou a diretora da Escola Politécnica da UFRJ.
Publicado em: 27/10/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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Neste mês de outubro, o Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico (CASA), uma iniciativa da Escola Politécnica da UFRJ, em parceria com a Escola de Química, e com o apoio da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ, iniciou os atendimentos psicológicos. O período de inscrição será reaberto após três meses, com a finalização de atendimento do primeiro grupo de estudantes.
O projeto está sendo iniciado de forma piloto e teve como prioridade a saúde mental dos estudantes, com acolhimentos e atendimentos psicológicos em grupo ou individuais, com a equipe “Sentidos de Vida”, da Divisão de Psicologia Aplicada do Instituto de Psicologia da UFRJ.
Enquanto os atendimentos individuais visam um cuidado clínico do indivíduo, com ênfase em suas demandas, direcionado ao autoconhecimento e aprendizado de recursos de enfrentamento dos desafios pessoais, os atendimentos em grupo visam oferecer cuidado clínico psicológico em espaço coletivo potente para se compartilhar e acolher semelhanças e diferenças, numa perspectiva propositiva de mudança e crescimento pessoal, os atendimentos individuais visam um cuidado clínico do indivíduo.
“Trata-se de uma demanda urgente e emergencial que temos na universidade, e por isso decidimos iniciar o projeto de forma piloto, mesmo sem ter as instalações físicas definitivas para os atendimentos. Nossa prioridade é cuidar da saúde mental dos alunos”, destacou a diretora adjunta de Políticas Estudantis (DAPE) da Escola Politécnica da UFRJ, Marta Tapia.
Já a diretora do Instituto de Psicologia da UFRJ, Ana Cristina Cunha, comentou:
– Nosso trabalho se soma ao projeto como mais um dispositivo de atenção à saúde mental da comunidade universitária para atender às demandas psicológicas dos estudantes, auxiliando-os a um maior autoconhecimento para o enfrentamento dos desafios existenciais dentro e fora da universidade.
Para Andrea Salgado, vice-diretora da Escola de Química, o projeto vem contribuir de modo significativo para cobrir uma lacuna existente na universidade. “De modo ainda discreto, os estudantes da Escola de Química têm oportunidade de se sentirem acolhidos neste aspecto. O apoio do Instituto de Psicologia, e a atuação de seus estudantes, sob supervisão de um profissional, tem sido fundamental nesta tarefa. Acreditamos que seja um excelente projeto e que servirá como exemplo para outras unidades da universidade”.
Mais informações podem ser obtidas no site www.casa.poli.ufrj.br ou pelo e-mail casa@poli.ufrj.br. Em caso de atendimento emergencial, os alunos da Escola Politécnica e da Escola de Química devem entrar em contato pelo e-mail casa.emergencial@poli.ufrj.br.
Sobre o CASA
O Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico (CASA) foi criado em conformidade com as novas diretrizes curriculares nacionais para os cursos de Engenharia. Trata-se de um projeto da Escola Politécnica da UFRJ, em parceria com a Escola de Química, e apoio da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ, do Centro Acadêmico de Engenharia da Escola Politécnica (CAENG), do Diretório Acadêmico de Engenharia Química da UFRJ (DAEQ) e do Diretório Central dos Estudantes Mário Prata UFRJ (e DCE Mário Prata).
A proposta do CASA é promover o desenvolvimento social, pessoal e emocional dos alunos por meio de orientação psicopedagógica, acolhimento psicossocial e outras atividades que estimulem um ambiente mais afetivo e saudável no Centro de Tecnologia da UFRJ.
Publicado em: 24/10/2023
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A equipe Petroteam UFRJ, formada pelos estudantes Felipe Tiba, Breno Bilar, Bruno Leite, Douglas Silva e Gilles Garcias do curso de Engenharia de Petróleo da Escola Politécnica da UFRJ, ficou entre as oito melhores equipes em disputa da edição anual do Petrobowl Championship. Realizada no dia 16 de outubro, em San Antonio, no Texas (EUA), a competição reuniu 32 equipes de universidades do mundo. A equipe brasileira buscava o bicampeonato e o prêmio de 5 mil dólares.
Organizado pela Society of Petroleum Engineers (SPE), o Petrobowl funciona no estilo “quiz de conhecimento”. Em ritmo acelerado e dinâmico, equipes de diversas universidades são desafiadas a responderem com rapidez perguntas técnicas e não-técnicas, relacionadas à indústria de petróleo.
“A competição deste ano foi muito bem dividida, diferentemente dos anos anteriores, que davam um foco maior na parte de transição energética, que é o assunto do momento, ou de ciência de dados. Desta vez caíram outras áreas também, entre elas, de poços, reservatórios e geofísica”, avaliou Felipe Tiba, capitão do Petroteam.
Para ele, a equipe evoluiu bastante do ano passado para este ano. “Mostramos que o nosso time está no caminho certo. Vencemos partidas com vantagens consideráveis de mais de 100 pontos. A partir de agora é acertar os detalhes e corrigir os erros para chegarmos mais longe no ano que vem”, completou.
A edição deste ano foi conquistada pela UNAM – Universidade Nacional Autônoma do México, seguida da Batangas State University. A Universidade do Texas em Austin completou o pódio. A equipe da Escola Politécnica, que é coordenada pelo professor Rafael Charin, iniciará a preparação para as etapas classificatórias, que começam em março, com treinamentos semanais.
Publicado em: 24/10/2023
Escola Politécnica da UFRJ
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Vinte e três alunos do curso de Engenharia Civil da Escola Politécnica da UFRJ e do curso de Arquitetura da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da UFRJ, que fazem parte da equipe de competição Minerva Civil, conquistaram no último dia 18 de outubro em Florianópolis (SC) o desafio Ousadia, concurso estudantil que integrou a programação do 64º Congresso Brasileiro do Concreto CBC – maior evento sobre concreto do país. Coordenada pela professora Ana Beatriz Gonzaga, a equipe da UFRJ também contou com o auxílio dos professores Sandra Oda, Giovani Ávila, Julio Holtz, Oscar Reales e apoio da Ecoponte, para garantirem o prêmio de R$ 12 mil.
“Esta foi a primeira vez que a nossa equipe recebe um apoio tão significativo quanto este da Ecoponte, o que reforçou que estamos no caminho certo. Viemos preparados para bater de frente com outras grandes universidades brasileiras e finalmente trazer esse pódio para UFRJ”, destacou a membra do time de projetos da Minerva Civil, Izabela Moura.
A edição deste ano trouxe à tona o problema de mobilidade urbana na capital catarinense, propondo aos alunos que projetassem uma obra em concreto armado que solucionasse o problema do trânsito de veículos em um trecho da Av. Beira Mar Norte, região próxima ao Centro de Florianópolis.
A equipe elaborou um complexo de viadutos associados à revitalização de um parque existente na região. O primeiro que eleva a pista, eliminando o semáforo e permitindo a travessia dos pedestres por baixo em direção ao parque revitalizado; e o segundo, com a construção de um Ramo Direcional, um viaduto em curva que busca facilitar o direcionamento dos motoristas que buscam acessar a região mais interna do bairro, diminuindo o tempo de viagem, evitando semáforos e retornos de longa espera.
O parque República da Grécia teve seu mobiliário e jardins reestruturados, prezando por formatos mais orgânicos em harmonia com a paisagem da baía local, além da construção de quiosques e quadra poliesportiva para fomentar o seu frequento.
“O Ousadia desse ano é um retrato da evolução recente da equipe que figurou quatro pódios em concursos de projeto pelo Brasil nos últimos três anos. No CBC, aprendemos com os erros do ano passado e engajamos mais membros a participarem ativamente
do projeto, o que nos permitiu um nível maior de detalhamento e o prazer desse resultado inédito”, destacou o atual líder da equipe de Projetos, Miguel Rego.
A atual líder e coordenadora de Arquitetura no projeto, Daniela Marques, compartilha sua experiência neste concurso: – É até difícil colocar em palavras o significado dessa conquista. O projeto é resultado de um trabalho de anos dessa equipe, que tem se empenhado em evoluir seu conhecimento técnico e a qualidade de seus projetos. A cada ano aprendemos com nossos erros e buscamos alcançar a excelência em nossos projetos e eu sou muito grata pela oportunidade que a Minerva me deu de adquirir novos conhecimentos, interagir com estudantes de outros cursos e viver essa experiência inesquecível.
O pódio contou com nomes de grandes equipes, como: a Concreto UAI, da PUC Minas em 3º Lugar; a ECON USP, da São Carlos em 2º Lugar; e a Equipe Minerva Civil UFRJ em 1º lugar.
Compõem a equipe do projeto vencedor os seguintes estudantes da Engenharia Civil e de Arquitetura e Urbanismo da FAU/UFRJ: