Como será o futuro diante de desafios ambientais que já fazem parte do presente? Para discutir essa e outras questões, a Escola Politécnica da UFRJ recebeu, entre os dias 26 e 28 de agosto, a 21ª edição da Semana Acadêmica da Engenharia Ambiental, a Ambientável. Com o tema “Futuros Regenerativos”, o evento reuniu estudantes, pesquisadores e profissionais em uma programação aberta ao público.
Ao longo dos três dias, os estudantes puderam participar de oficinas, visitas técnicas, minicursos, debates e palestras com especialistas e pesquisadores. Entre os temas abordados estiveram o papel da engenharia na preservação ambiental, os caminhos para a construção de futuros regenerativos e as perspectivas do mercado de trabalho para os próximos engenheiros ambientais.
Desenvolvida por estudantes de graduação, com o apoio da coordenação de Engenharia Ambiental, a Semana também evidenciou o protagonismo dos discentes, responsáveis pela organização e produção do evento. “O mérito é todo dos alunos”, ressaltou Monica Pertel, coordenadora do curso de Engenharia Ambiental.
Para Pertel, a Semana Acadêmica é também um espaço de integração e de aproximação dos estudantes com os desafios que encontrarão após a graduação. “A Semana da Engenharia Ambiental é um marco para o curso. É um crescimento e um desenvolvimento muito grande para quem participa. Nós trazemos temas para fora da sala de aula, para um maior aprofundamento, com profissionais experientes. É uma forma dos alunos conseguirem se ver daqui a alguns anos no mercado”, destaca.
Os estudantes, por sua vez, enxergam na programação uma oportunidade de desenvolver os conhecimentos adquiridos na universidade. Para a estudante Joana Vaz, do 6° período de Engenharia Ambiental, as palestras contribuíram para oferecer novas perspectivas para seu caminho profissional. “O que despertou meu interesse em participar foi a oportunidade de debater a multidisciplinaridade da nossa área”, conta a estudante. Um dos assuntos de destaque, segundo ela, foi a forte conexão entre a engenharia técnica e o impacto social das soluções ambientais.
“Estar em contato com profissionais e acadêmicos que vivenciam esses desafios no dia a dia me permite enxergar como a engenharia se aplica na resolução de problemas complexos e multidisciplinares. Isso me prepara para ser uma profissional mais crítica e alinhada com as demandas reais da sociedade”, afirma Joana, que esteve presente nas últimas três edições do evento.
Ao atuar na produção do evento, os estudantes desenvolvem diversas habilidades. “É muito aprendizado. De organização e de trabalho em equipe”, resume Benjamim dos Reis, aluno do 6º período, que está à frente do evento há três anos. Segundo ele, a programação é pensada como um espaço de extensão, ampliando a experiência dos participantes por meio do diálogo com palestrantes que já atuam no mercado de trabalho.
Assim como Benjamim, a estudante Raissa Morandini, do 2º período de Engenharia Ambiental, enxerga a experiência como uma oportunidade enriquecedora. Ela destaca a possibilidade de discutir questões ambientais que fazem parte do cotidiano. “É interessante porque podemos conversar sobre os desastres naturais e como diminuir os seus impactos”, afirma.
