Professores da Escola Politécnica da UFRJ foram homenageados nesta quinta-feira (25), durante cerimônia realizada no Hotel Sheraton, no Rio de Janeiro, com o Prêmio Inventor Petrobras 2026. A iniciativa reconhece pesquisadores, instituições parceiras e colaboradores responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias inovadoras protegidas por patentes em parceria com a companhia, destacando contribuições que impulsionam a inovação nos setores de óleo, gás e energia.
Entre os premiados estão os docentes Daniel de Oliveira Costa, Joel Sena Sales Júnior, Luiz Antônio Vaz Pinto e Ulisses Admar Monteiro, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica. O grupo foi reconhecido pelo depósito de patente resultante do projeto Mapeamento de energias e potencial de aproveitamento nas FPSOs, desenvolvido em parceria com a Petrobras.

A tecnologia patenteada consiste em um procedimento para avaliação do desempenho de turbinas eólicas offshore flutuantes, contribuindo para o avanço de soluções voltadas à geração de energia renovável em plataformas de produção de petróleo. O estudo buscou identificar e avaliar alternativas para o aproveitamento de fontes renováveis de energia em unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de petróleo (FPSOs), além de mapear tecnologias capazes de reduzir as emissões de gases de efeito estufa dessas estruturas, apoiando estratégias de descarbonização do setor.
Também foram homenageados os docentes do Departamento de Engenharia Metalúrgica e de Materiais José Antônio da Cunha Ponciano Gomes, Rossana Mara da Silva Moreira Thiré e Tatiana das Chagas Almeida.

Rossana Mara da Silva Moreira Thiré recebeu o reconhecimento por sua participação no desenvolvimento da invenção Sistema e Método de Espectroscopia Acústica para Medição de Fluidos, que resultou em pedido de patente depositado pela Petrobras.
Coordenado pela professora Ana Mehl, da Escola de Química da UFRJ, o projeto teve como objetivo o desenvolvimento de um aparato experimental em escala de bancada para a caracterização de fluidos e insumos químicos utilizados na indústria do petróleo por meio de técnicas acústicas. Nesse contexto, a equipe do Laboratório de Biopolímeros e Bioengenharia (BIOPOLI), da Poli-COPPE, coordenada por Rossana Thiré, contribuiu com o desenho e a impressão 3D da câmara de análise acoplada ao sistema de espectroscopia acústica.
Rossana Mara da Silva Moreira Thiré recebeu o reconhecimento por sua participação no desenvolvimento da invenção Sistema e Método de Espectroscopia Acústica para Medição de Fluidos, que resultou em pedido de patente depositado pela Petrobras.
Coordenado pela professora Ana Mehl, da Escola de Química da UFRJ, o projeto teve como objetivo o desenvolvimento de um aparato experimental em escala de bancada para a caracterização de fluidos e insumos químicos utilizados na indústria do petróleo por meio de técnicas acústicas. Nesse contexto, a equipe do Laboratório de Biopolímeros e Bioengenharia (BIOPOLI), da Poli-COPPE, coordenada por Rossana Thiré, contribuiu com o desenho e a impressão 3D da câmara de análise acoplada ao sistema de espectroscopia acústica.

José Antônio da Cunha Ponciano Gomes foi premiado pelo desenvolvimento de um método e sistema experimental para simulação de processos de corrosão sob tensão, especialmente em ambientes ricos em dióxido de carbono (CO₂) e sob condições de confinamento geométrico. A tecnologia foi desenvolvida no âmbito do LabCorr – Laboratório de Corrosão da UFRJ, referência em pesquisas voltadas à integridade estrutural e à corrosão de materiais aplicados à indústria de óleo e gás.
A tecnologia permite o controle uniforme e programável do carregamento mecânico, além do monitoramento eletroquímico contínuo do processo corrosivo durante os ensaios. O sistema possibilita simular fenômenos de trincamento, compreender os fatores que os influenciam e avaliar quantitativamente a suscetibilidade dos materiais à corrosão sob esforços mecânicos. A solução também se aplica ao estudo de processos de degradação induzidos pela absorção de hidrogênio, mecanismo associado à perda de resistência mecânica em materiais estruturais amplamente empregados pela indústria.

A professora Tatiana das Chagas Almeida foi reconhecida pelo depósito da patente Processo de Síntese de Inibidores de Corrosão em Meio de Alta Salinidade com CO₂ e Produto Obtido, desenvolvida em parceria entre a Petrobras e os laboratórios LNDC, LEMAE e LABEE da UFRJ.
A invenção propõe uma solução para reduzir a corrosão em ambientes de alta salinidade e presença de dióxido de carbono, condições típicas das operações no pré-sal e em unidades offshore. Voltada à proteção de dutos, tanques e equipamentos da indústria de óleo e gás, a tecnologia também prioriza o desenvolvimento de inibidores verdes, alinhando inovação, sustentabilidade e maior segurança operacional.
