Claudio Luiz Baraúna Vieira é o novo Professor Emérito da UFRJ

Publicado em: 14/07/2026 Escola Politécnica da UFRJ
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A Escola Politécnica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) celebra a homologação, pelo Conselho Universitário da UFRJ (CONSUNI), da concessão do título de Professor Emérito ao professor Claudio Luiz Baraúna Vieira, realizada em sessão no dia 25 de junho. A distinção é concedida a docentes titulares aposentados cujos serviços prestados ao magistério e à Universidade sejam considerados de excepcional relevância.

Referência nacional na Engenharia Naval e Oceânica, o professor Claudio Luiz Baraúna Vieira construiu uma sólida trajetória acadêmica e institucional na UFRJ, marcada por importantes contribuições ao ensino, à pesquisa, à gestão universitária e ao desenvolvimento da engenharia brasileira.

Conhecido como Prof. Baraúna, foi diretor da então Escola de Engenharia — atual Escola Politécnica — entre 1990 e 1994 e exerceu, em diferentes mandatos, o cargo de decano do Centro de Tecnologia da UFRJ (CT), desempenhando papel decisivo na consolidação e no fortalecimento da instituição.

Graduado em Engenharia Naval pela antiga Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil, em 1968, obteve o título de mestre em Engenharia Oceânica pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da UFRJ (COPPE/UFRJ), em 1971, e o doutorado em Naval Architecture and Shipbuilding pela Newcastle University, em 1979. Ao longo de sua carreira, desenvolveu pesquisas e formou gerações de engenheiros, com atuação destacada nas áreas de construção naval, transporte aquaviário, análise estrutural de navios, e pesquisa operacional aplicada ao transporte aquaviário.

Ao comentar a concessão do título de Professor Emérito, Baraúna afirmou que a UFRJ, a Universidade do Brasil, é a sua “Alma mater” e que receber a mais alta dignidade acadêmica concedida pela instituição a um docente representa o coroamento de toda uma vida profissional de dedicação e trabalho. “No meu caso, posso dizer que é uma declaração de amor correspondido que me enche de orgulho e alegria nessa fase final de vida”, declarou. 

O professor destacou ainda que, além da honra, o título traz consigo a enorme responsabilidade de continuar contribuindo, dentro das suas limitações pessoais, para o contínuo desenvolvimento da engenharia brasileira, que sempre foi e sempre será missão da UFRJ. Baraúna ressaltou, por fim, que a homenagem não é apenas sua, mas também “de todos os colegas professores, pesquisadores, técnico-administrativos e alunos com os quais tive a honra e a ventura de conviver ao longo dessa caminhada, sem os quais nada teria sido possível.”.

Ao relembrar sua trajetória, Baraúna ressaltou que, em um período tão longo de atuação, é difícil destacar uma única realização. Entre os marcos de sua carreira, mencionou a consolidação dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ, a realização de encontros técnicos e científicos nacionais e internacionais, além da ampliação da cooperação com universidades e institutos de pesquisa de diversos países.

O professor também destacou as ações voltadas ao fortalecimento da infraestrutura acadêmica do CT, como as obras de urbanização, a criação de novos laboratórios e salas de aula, a reestruturação da Biblioteca Central do CT — que deu origem à plataforma Minerva de Bibliotecas e Museus da UFRJ, a recuperação da Biblioteca de Obras Raras e Antigas, do Museu da Escola Politécnica e do Auditório Horta Barbosa, bem como a implantação de importantes instalações de pesquisa, entre elas o LabOceano e o Complexo de Laboratórios I2000.

No âmbito da UFRJ, a concessão do título de Professor Emérito é regulamentada pela Resolução CONSUNI nº 01/94 e é destinada exclusivamente a professores titulares aposentados que tenham prestado serviços de excepcional relevância à Universidade. A concessão da honraria é precedida de aprovação pela Congregação da unidade proponente, pelo Conselho de Centro e, posteriormente, pelo CONSUNI.